Feira de Santana recebe a primeira edição do projeto Sound Rua

Nos dias 31 de julho e 1º de agosto, o mercado de arte popular de Feira de Santana recebe a primeira edição do projeto Sound Rua.

A proposta é levar até as comunidades carentes shows e oficinas, com a intenção de promover o intercambio musical entre os artistas envolvidos e o público participante. A idéia surgiu apartir da constatação de que a arte independente, em todas as suas vertentes, não encontra espaço em meio à produção cultural de massa, e fica restrita ao espaço onde é criada, geralmente os grandes centros urbanos. Esta restrição da difusão cultural, além de excluir inúmeros talentos, bloqueia a capacidade criativa dos nossos jovens e adolescentes.

O projeto propõe, ainda, a popularização no interior da Bahia da cultura dos sound system ou sistemas de som – mídias ambulantes que se tornaram conhecidas depois de migrarem da Jamaica para o resto mundo. Durante a atividade os participantes compreenderão todas as etapas da montagem, desde a ligação do ponto de energia, ligação das caixas de som, passando pelos aparelhos utilizados e as peculiaridades dos elementos que o caracterizam, demonstrando sua funcionalidade como ferramenta de divulgação da música produzida localmente.

A cidade escolhida para a primeira edição do projeto é Feira de Santana – por sua localização estratégica e pela carência de projetos culturais que valorizem a interatividade entre público. Para esta edição o projeto Sound Rua terá como atrações: Daganja & Vitrola71, Ministéreo Público – sistema de som e pelo paulista Jimmy Luv, artistas independentes já reconhecidos no cenário alternativo, com vivência e experiência suficientes em intervenções artísticas realizadas em comunidades, além de vasto conhecimento na área de produção musical.

Vale lembrar que no dia 31 de julho, das 16h às 18h, o evento será transmitido ao vivo pela Educadora FM, nos programas No Balanço do Reggae e Evolução Hip Hop.

Então é chegar pra conferir.

SERVIÇO:

O QUE: SOUND RUA

QUEM: MINISTEREOPUBLICO – sistema de som, DAGANJA & JIMMY LUV (SP)

QUANDO: 31/07 – SÁBADO, apartir das 10h OFICINAS,

01/08 - DOMINGO, apartir das 14h SHOWS.

ONDE: MERCADO DE ARTE POPULAR, FEIRA DE SANTANA, CENTRO.

Infos:

http://soundrua.blogspot.com/



CLUBE DE PATIFES EM VITÓRIA DA CONQUISTA


O Clube de Patifes se apresenta nesta próxima quinta feira dia 29 de Julho em Vitória da Conquista, intercambio fruto da parceria entre o Feira Coletivo (Feira de Santana), Coletivo Capivara (Camaçari) e o Suiça Bahiana (Vitória da Conquista), parceria esta que visa fortalecer cada vez mais o Circuito Fora do Eixo na Bahia e todo o cenário independente no Estado, aproximando cada vez mais as cidades. Em breve veremos bandas também de Conquista e de Camaçari se apresentando em Feira de Santana, assim como outras bandas que já fazem parte do Feira Coletivo e do Coletivo Capivara circulando por essas cidades.


O Partido da Cultura - Feira Coletivo Cultural apoia esta ideia!

A cultura deve ser entendida como um direito fundamental básico, de cunho social, cuja fruição deve ser assegurada pelo Estado, tal qual o direito de acesso a educação, a saúde, a assistência e seguridade social, ao trabalho e emprego e a moradia.
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É necessário reconhecer a importância estratégica da cultura em suas múltiplas dimensões: do valor intrínseco de suas manifestações ao valor que estas possuem como componente fundamental no processo de formação de consciência crítica e emancipadora que permita o exercício pleno da cidadania; da riqueza e importância de proteger e promover as manifestações culturais como elementos formadores da identidade de um povo ao valor econômico-financeiro da economia criativa, geradora de riquezas, emprego e renda. Reconhecer, deste modo, as dimensões simbólica, cidadã e econômica da cultura, transborda a orientação ideológica de uma gestão cultural para galgar status de entendimento comum.
Trata-se, pois, de reconhecer a importância estratégica da cultura nos processo de desenvolvimento humano e, a partir daí, investir significativamente para assegurar o acesso dos cidadãos a diversidade e a pluralidade de manifestações culturais; de adotar políticas consistentes de fomento e incentivo à leitura; de proteção e promoção do patrimônio histórico e cultural; de financiamento a projetos comunitários de natureza cultural; de estímulo a formação, produção, circulação, difusão e fruição das artes em suas mais diversas linguagens e formas de manifestação.
A partir desse entendimento, a gestão pública de cultura avançou significativamente ao longo dos últimos anos, resultando na implementação de políticas públicas culturais consistentes no âmbito da gestão pública brasileira. Mas ainda é necessário consolidar tais políticas. Nesse sentido, importantes pautas estratégicas ocupam a agenda de artistas, produtores, gestores públicos, jornalistas e demais agentes e militantes culturais: a necessidade de institucionalização definitiva destes avanços, através do estabelecimento de um conjunto de marcos regulatórios que constituam um verdadeiro arcabouço jurídico-político-normativo que os corrobore e consubstancie.
São pautas estratégicas da cultura em âmbito nacional e também nos estados e municípios a implementação e consolidação das estruturas que integram o Sistema Nacional de Cultura, que permitam um aprofundamento das relações federativas entre a União os Estados e Municípios; a aprovação e implantação do Plano Nacional de Cultura e respectivos planos estaduais e municipais, que assegurem a continuidade e perenidade das políticas; a aprovação do mecanismo de vinculação de receitas orçamentárias para a área da cultura, assegurando recursos mínimos para implantação das políticas definidas nos planos; a aprovação da inserção da cultura no rol dos direitos sociais do art. 6º, da Consituição Federal, galgando-a ao status constitucional de direito fundamental da pessoa humana; a aprovação da reforma dos mecanismos de financiamento da cultura no paísm ampliando a possibilidade de acesso dos cidadãos a recursos públicos na área; a aprovação da reforma da Lei dos Direitos Autorais, descriminalizando condutas e aperfeiçoando mecanismos de arrecadação e garantia de titularidade de tais direitos.
Diversas mobilizações da sociedade civil corroboram dessas idéias. Fóruns de gestores estaduais e municipais de cultura, frentes parlamentares em defesa da cultura, redes de articulação de artistas e produtores de diferentes áreas e segmentos culturais, entidades diversas de natureza cultural e pessoas físicas tem se engajado e se mobilizado em conferências, seminários, simpósios e colóquios, no sentido de consolidar os avanços obtidos nos últimos anos. Mas é necessário avançar cada vez mais. Faz-se necessário que haja comprometimento efetivo e densidade qualitativa e quantitativa dos representantes da cultura nos governos e parlamentos.
Assim nasce o PCult.
O PCult (Partido da Cultura) é em uma mobilização nacional de abrangência ampla e irrestrita a todo o movimento cultural, que procura agrupar entidades, instâncias e foros de discussão e deliberação em torno de um debate que visa identificar candidatos, a concorrer às Eleições 2010, realmente comprometidos com as pautas estratégicas da cultura em nosso país. Não se trata da criação de um partido político, mas de, simbolicamente, utilizar-se da nomenclatura para promover ações estratégicas específicas para aprofundar o debate e o comprometimento de candidatos com a temática cultural e com as demandas estratégicas da cultura no campo da gestão pública, tais como as matérias legais de interesse cultural em tramitação no Congresso Nacional e nas Assembléias Legislativas Estaduais, dentre outros assuntos. É uma idéia que vem sendo gestada há algum tempo em alguns setores do movimento cultural e que passa a ganhar contornos concretos, com mais consistência, nas Eleições 2010. É uma mobilização suprapartidária, que tem o intuito de fortalecer a presença do setor cultural nos parlamentos e nos governos.
Conclamamos aos integrantes de todos os movimentos, movimentações e mobilizações culturais, de entidades, fóruns e redes a integrar e participar das ações do PCult.

Partido Nacional da Cultura - PCULT

Está surgindo um novo partido brasileiro, o PCULT, que como o nome sugere, tem seu principal foco na área cultural. O Partido Nacional da Cultura tem uma ação supra partidária com o objetivo de pressionar os candidatos de cada localidade e nacionais para um debate em torno de um programa pra cultura elaborado peloCircuito Fora do Eixo e demais parceiros da rede. Tudo indica que o norte do PCULTserão as diretrizes da Conferência Nacional de Cultura.

Em suma o PCULT também é uma organização que visa colocar as políticas públicas para a cultura como foco central das políticas de governo, desenvolvendo políticas de Estado. O programa do partido deve ser lançado em breve, e já estão sendo organizadas divisões em vários estados do Brasil.