Feira Noise Festival – 1° Dia

Era 21 de outubro, o dia estava chuvoso, a previsão do tempo dizia que seria um fim de semana molhado e o coletivo estava tenso pois no dia seguinte começava o Feira Noise em sua 2ª Edição. O local de realização dos shows era o Teatro de Arena do Amélio Amorim, um local lindo, com uma arquibancada em forma de concha que ser ergue diante do palco, definitivamente o melhor lugar para se realizar o evento, mas por ser local aberto gerou preocupação tanto da produção quanto do público, que a toda hora nos enviava emails e mensagens procurando saber se seria realizando dentro ou fora do CCAAm. Sexta-feira amanheceu nublado, e a dúvida pairava ainda no ar, faríamos os shows dentro do teatro, ou manteríamos a programação? Mesmo com o dia nublado resolvemos acertadamente arriscar, e já próximo das 19 horas a lua brilhava como num aviso de que tudo correria bem.
As 19:30 iniciou-se a mesa de abertura, poucas pessoas estavam presentes, basicamente os convidados da mesa, Vereador Marialvo Barreto, o membro do conselho de cultura do município Sílvio Portugal, Paulo de Tarso (Feira Coletivo), Aloma Galeano (Representante de cultura da região Portal do Sertão), o historiador e capoeirista Bel Pires, Celly Rodrigues (representando teatro), Paulo Costa (Música), Marcelo Lima autor do quadrinho que conta história de Lucas da Feira e mais alguns convidados que estavam interessados na discussão. O primeiro tema proposto, diagnóstico da cultura em Feira de Santana foi revelado já neste primeiro momento com um número tão pequeno de participantes de uma discussão tão importante. O debate se encerrou as 21:30, compromisso que foi assumido pelo Feira Coletivo foi o de ser um incentivador na formação do Fórum Municipal de Cultura com intuito de ampliar a discussão e exigir da gestão pública maior engajamento na produção cultural da cidade, em todas as camadas da cadeia produtiva.
O público começava a chegar timidamente quando às 10 horas a banda convidada Jah People iniciou o seu show levando o que há de melhor do reggae produzido em Feira de Santana, mostrando que a cena é forte e o bairro Rua Nova conhecido por ser o berço do estilo na cidade continua produzindo nomes promissores. Em seguida a banda que subiu ao palco foi a Calafrio, tanto ela quanto a Jah People foram convidas na semana do evento, para suprir alterações na grade que ocorreram por motivos de força maior. Calafrio é uma banda já experiente e fez um show com músicas do seu ultimo EP basicamente, a banda se apresentou com novo baterista, Ítalo, que foi um dos bateristas fundadores da antiga LP & os Compactos.

A banda seguinte foi o Clube de Patifes, a banda já é bastante conhecida do público e fez um show bem curto, apenas 7 músicas, o quarteto agora era composto por novo guitarrista Renato Moss (Cosmopolita / A Seiva) que se saiu muito bem em sua primeira apresentação e arrancou vários aplausos da platéia. Clube de Patifes é uma das bandas mais engajadas do cenário baiano e vem junto ao Feira Coletivo transformado o cenário cultural da cidade, todos os membros, inclusive o novo guitarrista trabalharam duro na realização do festival nos 3 dias, e tem estado presente em todas as ações do coletivo.


O atraso inicial não comprometeu o decorrer do evento que fluiu muito bem em sua primeira noite que se encerrou com uma das melhores bandas que se apresentaram no festival, Os Reis da Cocada Preta, banda paraibana que acabou de lançar novo disco e entra em turnê em Novembro. Fizeram um show perfeito, mostrando que a banda está mais do que pronta para circular pelo país. Já passava de 1:30 da madrugada quando se encerrou o primeiro dia do Festival, que muito prometia para os dois dias seguintes.

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