Espetáculo de Dança - A incrível fábrica de brinquedos




Espetáculo de encerramento da Academia Arte de Dançar dias 16 às 20h e 17 às 16h no Teatro Margarida Ribeiro.

Participação especial do bailarino Edney do Balé Folclorico da Bahia, Mhary Falcão da UFBA, Jeffi Akenathon da FUNCEB, Grupo Urban Style e Trupe Mandhala.









Coletivo Inovacine apresenta o Pré-Corujão - 16/12



Pensando em promover um evento de cinema diferente em Feira de Santana, o Coletivo Inovacine idealizou o Corujão Inovacine, evento gratuito, a ser realizado em 2012. Esse evento consiste em uma mostra ininterrupta de diversos filmes que se iniciará na noite de um dia e se estenderá até o amanhecer do dia seguinte, com pequenos intervalos entre o término de uma película e o começo da outra. Além dos filmes propriamente ditos, pensamos em compor a programação com apresentações culturais que expressem as mais diversas manifestações artísticas, como teatro, poesia, música e dança.

Os “Corujões”, “Maratonas” ou quaisquer outras nomenclaturas, são atividades de cinema recorrentes em grandes centros urbanos de todo o país. Acreditando que Feira, pela sua importância no cenário sócio-cultural Norte-Nordeste, tem potencial para a realização de um evento dessa natureza, resolvemos, com essa iniciativa, consolidar a prática de grandes eventos como este.

Para encerrar as atividades do Inovacine em 2011, e como uma prévia do que virá em 2012, iremos realizar o Pré-Corujão Inovacine, no dia 16 de dezembro, sexta-feira, das 18:30 até as 23:30, no Museu de Arte Contemporânea - MAC. Na ocasião, serão exibidos 04 filmes, em duas sessões, que ocorrerão em salas diferentes simultaneamente, além das apresentações artísticas no intervalo entre os filmes. 


Veja a programação:

16 de dezembro, 2011


18:30
Abertura

19:00
1ª sessão
(Sala 1) Sala Olney São Paulo - L'Arnacoeur (França / Mônaco, 2010, Comédia Romântica, 105 min), de Pascal Chaumeil; 

(Sala 2) Sala Glauber Rocha - Deixa Ela Entrar (Lat Den Rätte Komma In, Suécia, 2008, Suspense, 115 min), de Tomas Alfredson.

21:00
Intervalo Cultural
Música, Dança e Teatro

21:45
2ª sessão
(Sala 1) Sala Olney São Paulo - Contracorrente (Contracorriente, Colômbia / França / Alemanha / Peru, 2009, Drama, 100 min), de Javier Fuentes-León;

(Sala 2) Sala Glauber Rocha - Marcas da Violência (A History of Violence, EUA, 2005, Drama, 96 min), de David Cronenberg.



Programem-se e convidem os amigos!


Local: Museu de Arte Contemporânea Raimundo de Oliveira - MAC
Contato: (75) 3223-7033 | 8109-0409 | 9189-9942

Capacidade da sala de exibição: 70 lugares

Realização: Coletivo Inovacine
Parceria: MAC
Apoio: UEFS - NIT-UEFS - ATRH

Informações: inovacine@gmail.com


http://www.uefs.br/portal/acontece/release-do-pre-corujao-inovacine

Eras - Festival de Danças Orientais do Cuca




Eras

Diferentes tempos e lugares... O espetáculo Eras tem como inspiração a história da mulher, o imaginário que a envolve, o inconsciente que a permeia e seu papel na sociedade contada através de diferentes imagens, moda, encenação em dança e teatro a partir de fusões e reformulações da dança oriental árabe e da dança tribal. O espetáculo homenageia ícones, simbologias e características de diferentes tempos históricos, imagens inspiradas em artistas que retrataram sua visão da mulher em seu tempo e personagens que marcaram época. O espetáculo finaliza com a junção de cada tempo, trazendo uma encenação da união entre essas diferentes eras e a importância da união entre esses diversos modos de ver, sentir e pensar o mundo que fazem parte da imensa gama de imagens e sensações que permeiam o universo feminino. O final traduz também esse espírito de união e humanitarismo onde surge a consciência de uma nova mulher, integrada e plena consigo mesma e com o mundo ao seu redor.


Eras - Espetáculos de Danças Orientais do Cuca
Onde: Centro de Cultura Maestro Miro
Data: 04/12
Horário: 20h

Coletivo Inovacine apresenta o filme - A Moça com a Valise

Gênero: Drama
Duração: 114 mins
Class. Etária:

Direção
Valerio Zurlini

Elenco

Claudia Cardinale, Jacques Perrin, Luciana Angiolillo, Renato Baldini.



A bela e jovem mulher Aida Zepponi (Claudia Cardinale) se vê sozinha em Parma, após ser abandonada pelo amante, Marcello (Corrado Pani). Mesmo assim ela localiza o endereço dele. Marcello pede para Lorenzo (Jacques Perrin), seu irmão mais novo, que se livre dela, mas logo surge entre Aida e Lorenzo uma sólida amizad. Apesar dele ser mais novo, Lorenzo se apaixona por ela de tal maneira que faz tudo para agradá-la, inclusive lhe pagando coisas com um dinheiro que não é dele.



Dia, hora e preços

02/12 às 19:00
Gratuito

Onde

Museu de Arte Contemporânea Raimundo Oliveira (MAC)
Rua Geminiano Costa, 255 - Centro 

Contato

(75) 3223-7033 | 8109-0409 | 9189-9942
E-mail: inovacine@gmail.com
site:  inovacine.blogspot.com
Twitter: twitter.com/#!/inovacine

Emicida - #Ideiasperigosas

CINEMA GRÁTIS! Inovacine apresenta filme "Flor do Deserto" na abertura da exposição "Violência contra a Mulher"


Violência contra a Mulher: uma Violência sem Fronteiras 






Acontecerá na próxima sexta-feira, dia 25 de novembro (Dia Internacional do Combate a Violência Contra a Mulher, a partir das 19 horas, no Museu de Arte Contemporânea - MAC, a abertura da exposição fotográfica itinerante de Gizelda Alves, intitulada “VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER: uma violência sem fronteiras”. De acordo com a pesquisa da fotógrafa, a violência contra a mulher é um fenômeno internacional que atinge as mulheres em todo o mundo, independente de classe social, raça, nível de conhecimento ou idade. Atualmente existem inúmeras pesquisas e programas nacionais e internacionais de apoio ao combate a essa problemática. Um dos dados mais alarmantes evidencia que a violência doméstica é a causa principal da morte de mulheres entre 16 e 44 anos, desse modo, matando mais do que o câncer e os acidentes de trânsito.

O objetivo deste trabalho é contribuir para o debate internacional sobre a violência contra a mulher. O deslocamento da exposição por diversas cidades do mundo, permite à fotógrafa/pesquisadora divulgar e fomentar o debate sobre o tema, tornando visíveis as marcas desse tipo de violência. A exposição conta com 21 fotografias p&b e tem como pré-requisito não permitir a identificação da vítima, mesmo quando parte do rosto é fotografado.

Gizelda Alves é Mestre em Ciências Sociais, em Ciências da Comunicação e doutoranda em Teoria do Cinema pela Philipps Universität Marburg – Alemanha. Atualmente ocupa-se com o tema “Violência contra a mulher” tanto no âmbito da pesquisa científica, como da documentação fotográfica. Como fotógrafa elabora, há cerca de quinze anos, exposições coletivas e individuais, utilizando os formatos analógico e digital. Suas fotos são apresentadas sempre em p&b.

Dentro da programação do evento, além da mostra fotográfica, haverá a projeção do filme austriáco “Flor do Deserto” da diretora Sherry Horman, às 18:30, 
palestra sobre o movimento de lutas das mulheres contra a violência com a Profa. Sônia Lima de Carvalho (DCHF/UEFS), Mestre em Educação Especial (CELAEE), Membro do Mulieribus - Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre a Mulher e exposição das artistas visuais feirenses: Maristela Ribeiro, Patrícia Martins, Leidi Velame, Léa Maria, Leide Kitai e Laís Oliver, numa sala especial, com obras sobre o mesmo tema.









Sobre o filme:

Flor do Deserto
Título original: (Desert Flower)
Lançamento: 2009 (Áustria, Alemanha, Reino Unido
Direção: Sherry Horman
Atores: Liya Kebede, Sally Hawkins, Craig Parkinson, Meera Syal.
Duração: 120 min
Gênero: Drama

Sinopse: Waris Dirie (Soraya Omar-Scego / Liya Kebede) nasceu em uma família de criadores de gado nômades, na Somália. Aos 13 anos, para fugir de um casamento arranjado, ela atravessou o deserto por dias até chegar em Mogadishu, capital do país. Seus parentes a enviaram para Londres, onde trabalhou como empregada na embaixada da Somália. Ela passa toda a adolescência sem ser alfabetizada. Quando vê a chance de retornar ao país, ela descobre que é ilegal da Somália e não tem mais para onde ir. Com a ajuda de Marylin (Sally Hawkins), uma descontraída vendedora, Waris consegue um abrigo. Ela passa a trabalhar em um restaurante fast food, onde é descoberta pelo famoso fotógrafo Terry Donaldson (Timothy Spall). Através da ambiciosa Lucinda (Juliet Stevenson), sua agente, Waris torna-se modelo. Só que, apesar da vida de sucesso, ela ainda sofre com as lembranças de um segredo de infância.

Fonte: adorocinema.com

Local: Museu de Arte Contemporânea Raimundo Oliveira - MAC
Contato: (75) 3223-7033 | 8109-0409 | 9189-9942

Capacidade da sala de exibição: 50 lugares

Realização: MAC
Apoio: Coletivo Inovacine

Maiores informações: inovacine@gmail.com



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Coletivo Inovacine

SENZALADA - 22 a 25 e novembro

Local: Campus da UEFS, Entre os Módulos 3 e 4, Café Literário A SENZALA




PROGRAMAÇÃO DA SENZALADA 2011:

TERÇA ( 22 de Novembro)

10h as 18h - Oficina de Tattoo
Pintura de Camisas
Pintura em Tela
Exposição de fotos

19 h - Exibição do filme "The Union"

22:30h as ??? - Bandas:
Quaternália
Os Aborigines (Alagoinhas)
Heróis de Aluguel
C9
The Dons & Convidados
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QUARTA ( 23 de Novembro)

10h as 18h - Debate com MC Léo (Violentamente Pacífico) 10 hrs
SlackLine
Oficina de Cordel
Exposição de fotos

19 h - Exibição e debate do documentário "A música é a Arma" (Fela Kuti e Afrobeat)

22:30h as ??? - Bandas:
Banda da Senzala
Efeito Zumbi
Meninos de Seu Zé
Os Nó Cego
DJ Riffs (SSA)
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QUINTA ( 24 de Novembro)

10h as 18h - Mesa redonda com o Movimento Sem Teto da Bahia (MSTB) 10h
Oficina de percussão
Bioconstrução ( Forno de barro)
Pintura Transcendental
Exposição de fotos

22:30h as ??? - Bandas:
Lp e os Compactos
Samba de Roda de Sta Bárbara
Roça Sound
Escola Pública ( Cachoeira)
Forró do Bolodório ( Cachoeira)
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Sexta (25 de Novembro)

10h as 18h -Mesa sobre legalização/Liberação da Maconha com Coletivo Ganja Livre - 10h
Dança do Ventre
Pintura de Telas
Pulveografia
Horta
Exposição de fotos

19 h - Exibição do filme "LOKI? Arnaldo Batista"

22:30 as 2:00 - Bandas:
INI (SP)
Ed Brass e a Orquestra de Fumaça (SSA)
Irmandade Brasmorra (SSA)

LINE - UP( Vibe da Madrugada) DJ's

Don Maths (Senzala Crew)
Lord Breu(Massive Beats)
Abaquar
Manhães
Mayan (Olotropo Records)
Hypnozz Live (Olotropo Records)
Mantran
Lucas Brasil

FEIRA NUNCA VIU ALGO ASSIM!

PRA FRENTE GALERA!

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P.S. 1.A ordem de apresentação das bandas não será necessariamente essa!!
*A Noite: Classificação 18 anos*
Entrada Franca

Feira Noise - Show do dia 25/11 cancelado


Galera, lamentavelmente, o show do dia 25 precisou ser cancelado. Quem adquiriu os ingressos
(inclusive pela internet) pode levá-los ao balcão do shopping para obter o valor de volta.
Agradecemos a compreensão.

Informações: comunica@feiracoletivo.com.br

Quarto bloco de shows do Feira Noise foi sucesso


O Feira Noise Festival 2011 reservou seu dia mais longo de shows para o sábado, 05, quando um público interessado em rock tradicional e música alternativa tomou o teatro do Centro de Cultura Amélio Amorim. Além das oito bandas de diversos gêneros e estéticas, tivemos atrações de dança, uma oficina de pulverografia ministrada pelo conhecido tatuador Márcio Punk e um espaço do AniHime, equipe que vem chamando atenção para a quantidade de admiradores da cultura pop nipônica no município.
No foyer, durante todo o evento, as atividades simultâneas mantiveram-se eficazes no sentido de entreter os presentes. No momento em que o Roça Sound System jogava sua mistura de reggae e rap, o público se divertia no AniNoise ou aproveitava outros produtos oferecidos por parceiros. Vale citar, por exemplo, o stand do restaurante China Home e os sorteios feitos pela escola de efeitos visuais Gracom. Se o Feira Coletivo se expande em tão poucos anos de atuação, é também em virtude da ajuda de quem quer ver o cenário cultural feirense mobilizado.
Mas vamos ao som. A soteropolitana Quarteto de Cinco abriu o show e confirmou a excelente impressão deixada na primeira edição do Grito Rock. Com um show agitado, marcado por uma pegada rocker e ao mesmo tempo cheio de variações cadenciadas, não foi difícil ganhar os espectadores. O vocalista Beto Calasans, cujo timbre bem-humorado é inequívoco, é dono de um carisma que leva a banda se exibir melhor ao vivo que em estúdio. O público dançou e cantarolou as composições próprias, como a festejada “Ela” e a balada “Se Vai”, e vibrou com a versão potente de “Boa Viagem”, de Guilherme Arantes.
Nos intervalos até os shows seguintes, percebemos que há muita gente dançando em Feira de Santana. A prova inicial disso veio com uma coreografia do projeto WorkDance, dos professores André Amorim e Júnior Oliveira, a qual uniu duas atrações locais. Os grupos em questão, Mezcla e Kiken-Sei, são formados por jovens que exploram os estilos street dance e K Pop, respectivamente, sendo este de origem coreana. Houve, ainda, a criativa coreografia “No Shining Gun”, dos meninos do grupo de street dance Urban Style Ultimate Crew, e a bela mensagem de “Liberdade, Mesmo Que Tardia”, coreografia das moças da Academia Arte de Dançar. No mais, assistimos à Dança Tribal de Lyara Alika, integrante da nossa Trupe Mandhala Fusion, e à dança do ventre da bailarina Mel Breviliere (Serrinha).
O samba da Escola Pública, de Cachoeira, animou os mais ecléticos. Apesar de seu clima nostálgico e remetente a grandes pioneiros, o grupo conseguiu empolgar por causa de sua capacidade de sair de uma linha muito ortodoxa. Canções autorais de intenso apelo social, incluindo a já divulgada em videoclipe “Socorro, Meu Deus”, deram a tônica a apresentação.
Depois de uma breve parada, os cariocas da Mutuca Bacana apresentaram um repertório de referências que vão da Jovem Guarda a Chico Buarque – evidenciada no cover de “Jorge Maravilha” –, abrangendo o blues e o pop. “Toma Lá, Dá Cá” e as demais músicas compostas pela banda estiveram realçadas ao vivo pelo charme da flauta, da percussão e dos teclados, embora os vocais femininos parecessem carentes de uma vitalidade maior para tamanho dinamismo da proposta geral. Um show adequadíssimo àquele instante, que pedia algo mais movimentado.
A propósito, tratando-se de movimento, ninguém superou a LP & Os Compactos. De volta após ter encerrado as atividades em 2005, a banda é uma verdadeira lenda do cenário feirense, uma das poucas a mostrar que Feira de Santana, rock and roll e genialidade podem figurar juntos em uma mesma frase. O show no Feira Noise celebrou esse retorno aguardado, com um público em êxtase e uma nova formação bastante entrosada. A introdução explosiva e “Pior Sem Ela” abriram caminho para um set list bem roqueiro, de canções antigas com novos arranjos e novidades como “Se Você Ficar II – Não Bebo Mais”. "A gente gostaria de seguir isso aqui, mas a gente não consegue", brincou o vocalista Mário Pitombo, incrementando essa aula de pop/rock clássico em que houve lugar para The Who e outros ecos maravilhosos.
Babi Jaques e os Sicilianos acalmaram o ambiente, o que não significou acabar a atmosfera de diversão. O grupo de Recife mostrou-se um exemplo ideal de performance extramusical, sobretudo pela estética mafiosa explicitada a partir do nome. É impossível classificar a ora arrastada, ora rápida e sempre voluptuosa que conquistou a plateia, tampouco caracterizar o magnetismo da vocalista Bárbara Jaques. “A Lágrima do Palhaço” e “Na Onda Moderna”, premiada em festivais, foram os principais destaques dessa apresentação fundamentalmente hipnotizante.
O puro rock retornou na entrada da Magdalene and the Rock and Roll Explosion, banda local recém-formada que se sobressai pela maturidade impressionante e, é claro, pela qualidade.  Poliana Santiago cantou de maneira arrasadora – na melhor acepção do termo – a autoral “Get Up Zombie”, que abriu o show. As divulgadas “You’re Mine” e Run Bastard!” não faltaram, nem a surpresa da noite: a inédita “Evil Eyes”, lenta e explosiva, um indicativo de grande evolução sonora em curto período de existência. Dentre os covers tocados, a constantemente pedida “Cherry Bomb” (The Runaways), “C’mon and Love Me” (Kiss) e Roxanne (The Police) complementaram o set list.
Com vocal, bateria, duas guitarras e sem baixo, a formação do Soulstripper desperta curiosidade. O trio, vindo de Piracicaba (SP), faz um rock despretensioso, vigoroso e meio infantil que virou fenômeno virtual através do clipe de “Não Trocaria um Sorvete de Flocos Por Você”. Obviamente, a música foi tocada no show, assim como as engraçadas “Bonitinha, Né? Fiz Pra Você”, “O Príncipe Dançou” e “O Conto do Nerd e Seu Coração Partido”. E, para completar, o vocalista e guitarrista Bruno Fontes não perdeu a chance de improvisar umas piadinhas envolvendo as bandas de emocore Restart e NX Zero.
Os Heróis de Aluguel trouxeram uma leveza bem-vinda à noite, tanto com sua sonoridade inconsequente e letras simples quanto com o cover de “Ana Banana”, sucesso da banda gaúcha TNT. Mais preocupado em brincar do que em impressionar, o grupo feirense negligencia a técnica em nome de rock nacional básico, e a estratégia dá ótimos resultados ao vivo.
Encerrando a longa sequência – e aqui não existe exagero algum –, os Mamutes chegaram de Aracaju (SE) estimulando boas lembranças nos fãs do rock and roll autêntico. Hard rock, garage e blues e muitos grooves são o que caracteriza o disco homônimo da banda, transformando-se em uma massa sonora extremamente vibrante no show. A apresentação, baseada no tracklisting de estúdio, decolou quando executaram “Cabeça de Mamute” e a avassaladora “A Dama de Branco”: “Mas não se preocupe/ Não vou errar os passos, não/ Sigo sempre o fio da navalha”. Quinteto simplesmente imperdível, tal qual o restante das atrações.

Qual é o Problema?



Nos últimos anos, foram criados e se desenvolveram algumas ações e empreendimentos no campo musical independente brasileiro, que puderam gerar a constituição e irradiação de estruturas e novos modelos de negócios. Esses novos modelos, sem dúvida nenhuma, por sua vez criaram novas oportunidades para os artistas independentes brasileiros e diversificaram extremamente as possibilidades de construção e consolidação de carreiras profissionais.
Não é novidade, nem falácia, que até o final do século XX e início do século XXI, existia um único modelo hegemônico de produção e promoção musical no Brasil, ligado as estruturas desenvolvidas pelas grandes gravadoras.  Por mais que existissem centenas de atividades independentes, conduzidas por verdadeiros guerreiros apaixonados por Música, as condições para o desenvolvimento de uma carreira profissional, totalmente dedicada ao oficio musical, estavam concentradas e enclausuradas nas estruturas desenvolvidas pelo mainstream. Neste sentido, ser artista independente no Brasil, significava, necessariamente, se dedicar à música e a uma outra atividade econômica, muitas vezes desconectada do ambiente artístico, e muito mais laboriosa do que prazerosa. (Galera mais das antigas, podem me corrigir, caso esteja enganado)
Contudo, a paritr de 2005, um novo fenômeno começa a ganhar muita força no Brasil, e de forma sistêmica e articulada. Dezenas de produtores, músicos, comunicadores e, principalmente pessoas apaixonadas pela música independente brasileira, começam a se organizar coletivamente, e apostar na construção de plataformas estruturantes para esta nova música no Brasil. De repente, agentes espalhados pelo país se conectam sistematicamente,  com o objetivo se pensar e construir novas estruturas que fossem capazes de segurar e erguer uma carreira: não apenas de um grupo seleto de artistas absorvidos pelas estruturas das grandes gravadoras, mas também um conjunto de outros artistas e agentes culturais. Nascem associações de festivais independentes, de rádios públicas, de selos independentes, surgem cooperativas e fóruns, tanto de músicos como de música. De forma espantosa e extremamente rápida, se constitui uma grande rede de música e cultura no Brasil, que passa a conectar circuitos de shows, distribuição de produtos e produção de conteúdo, num país de dimensões continentais. (Pra quem não sabe o Brasil hoje é a principal referência de redes culturais em todo o mundo).
Estes novos movimentos organizados, por estarem organizados, passam a ter uma força política maior. Desta forma, começam a construir canais de dialogo mais fluido, tanto com o poder público, quanto com a iniciativa privada. Buscavam tanto desenvolver políticas publicas que auxiliassem neste processo de construção, quanto ampliar os investimentos diretos no setor musical independente. Isto porque o objetivo principal era o de ampliar as possibilidades de sustentabilidade para os agentes envolvidos, ou pra usar uma expressão que se tornou comum nos últimos anos, criar um mercado médio para a música brasileira.
Se até o início deste século o modelo de negócio na música tinha apenas um campo hegemônico, que era pautado pelas grandes gravadoras, podemos dizer, também, que a política cultural brasileira tinha apenas uma diretriz clara: ser tratada como cereja do bolo, como perfumaria institucional. As milhares de secretarias e fundações de cultura espalhadas pelo país se restringiram a organizar festas de aniversário, páscoa, natal e ano novo, sem nenhum tipo de desenvolvimento de políticas públicas estruturantes, com raríssimas exceções; normalmente gastavam grande parte de seu pequeno orçamento na contratação de artistas já consagrados. O Ministério da Cultura era a pasta mais periférica e com menor orçamento do governo federal, e seguia a linha patrimonialista, funcionando como uma grande balcão de negócios, onde lobbies e privilégios eram, normalmente, os caminhos escolhidos para definição das linhas de investimento. A política pública federal era pautada pela Lei Rouanet, que deslocava a decisão das prioridades de investimento para o Mercado, o que levava necessariamente a concentração absurda dos recursos em uma única região, e consequentemente a um número escasso, segmentado e já posicionado de artistas.
Contudo, e felizmente, no meu entender, paralelo ao processo de organizacão do setor musical independente brasileiro nos últimos anos, a política cultural brasileira viveu, a partir do governo Lula e do Ministério encabeçado por Gilberto Gil, uma mudança radical nos seus princípios. O lobby e os privilégios são substituídos por políticas claras de editais públicos, o processo de organização do setor cultural brasileiro é estimulado, com a realização de conferências, criação de conselhos e colegiados, e toda uma política cultural integrada. Tendo a cultura não mais como perfumaria, esta passa a ser redesenhada, com o desenvolvimento do Sistema Nacional de Cultura e do Plano Nacional de Cultura. Pela primeira vez, uma política de descentralização regional e valorização do artista independente, das práticas culturais tradicionais, e de estimulo à inovação, começa a ser implementada no Brasil.
Foi neste ambiente, mais democrático e mais republicano, que os novos movimentos musicais brasileiros se desenvolveram, tendo em vista claramente a importância estratégica da ampliação dos investimentos em cultura, na busca de corrigir distorções colocadas pelo Mercado, e principalmente, buscando ampliar o campo de oportunidades para  os agentes espalhados por todo o Brasil.
A soma destes dois processos, organização do setor musical brasileiro e amadurecimento das políticas públicas para a cultura, geraram um novo contexto.  Acredito que as pessoas que estão minimamente conectadas com a música independente brasileira conseguem perceber isso. Não tenho receio algum em afirmar que nunca, antes, tantos shows foram feitos, em condições cada vez melhores, e tantos músicos independentes conseguiram viabilizar a sua carreira. Palcos se multiplicaram em todo o país, festivais independentes pipocaram em todas as regiões, e as estruturas em cada cidade e em cada festival têm melhorado ano a ano. Os espaços para a venda de produtos musicais, cd’s, camisetas, botons, e todo tipo de merchandising, foram ressignificados e se multiplicaram pelo país, em banquinhas montadas em cada evento produzido no país. E dezenas de artistas independentes, com seu trabalho e autonomia formam a público Brasil afora, onde desenvolvem processos autogestionários de carreira.
Resolvi fazer esta rápida e incompleta contextualização, para tentar entender o real motivo de termos um grupo de artistas e jornalistas, supostamente independentes e conscientes, que insistem em questionar os processos de estruturação do setor musical independente brasileiro. Este é um debate que já dura alguns anos. Mesmo diante do crescimento vertiginoso das oportunidades para o músico brasileiro, e da diversificação e regionalização, também vertiginosa, das novas plataformas e modelos de negócio, os argumentos utilizados pelos críticos permanecem estanques e numa mesma direção: o uso do dinheiro público e a suposta oposição entre estrutura e estética, evidenciada no debate arcaico sobre a oposição entre música e política.
Fica a pergunta: qual será o problema? O que leva alguém a se pronunciar como defensor do artista independente, ou defensor da Música, e negar todo este processo? Antes o problema era: o governo não investe e o setor musical é desorganizado, e agora o problema é que o governo investe e o setor musical se organizou demais. Antes o problema era que não tinha lugar pra tocar, e agora o problema é que tem lugar demais pra tocar. Antes o problema era que não tinha espaço pra divulgar o trabalho, e agora o problema é que tem espaço demais, por conta da internet, mas que não temos os filtros necessários para um posicionamento em massa de um grupo de artistas.
Onde será realmente que está o problema? Será mesmo que existe algum problema, ou o que estamos vendo é uma crise de protagonismo, diante do desenvolvimento de uma nova lógica que amplia o número de protagonistas?
Prefiro deixar estas indagações, por hora, no ar, pra que possamos pensar juntos; mas tenho algumas suspeitas. A primeira delas é que para muita gente, reclamar e se colocar na posição de crítico  é muito mais cômodo do que encarar o desafio de se juntar a outras pessoas e buscar soluções compartilhadas para os problemas. A segunda é que mesmo diante de todas as mudanças que ocorreram nos últimos 10 anos, tem muita gente que gostaria que o antigos modelos de produção musical das grandes gravadoras e de política cultural ainda estivessem consolidados, desde que eles fossem os escolhidos e privilegiados.
Tem muita gente que sonhou e que continua sonhando ser um popstar!
E você, o que quer?



 Por Talles Lopes
(Presidente da Associação Brasileira de Festivais Independentes)