Grito Rock de Feira está confirmado e já tem bandas escolhidas





Durante os dias 26 (sábado) e 27 (domingo) deste mês de março, no Espaço Nobre, Feira de Santana terá sua primeira edição do Grito Rock. O festival, que ocorre anualmente em várias cidades da América Latina sempre na época dos festejos carnavalescos brasileiros, abre uma opção para quem participa de alguma forma da cultura alternativa através da música, seja como produtor ou como público. Trata-se de um contraponto simbólico, um indicativo de mudanças importantes na cena do município.
O Grito Rock é uma produção do Circuito Fora do Eixo em conjunto com os coletivos e conta com parceria das Casas Associadas e apoio da plataforma Toque no Brasil. Festival filiado à Associação Brasileira de Festivais Independentes - Abrafin. Em Feira de Santana, a realização do evento está sob a responsabilidade do Feira Coletivo Cultural, cujas atividades são desenvolvidas há pouco mais de um ano e se encontram vinculadas à rede Fora do Eixo.
A opção por um line-up em que os nomes feirenses predominam quantitativamente é uma tentativa de promover a união entre os artistas locais. Uma vez que existe a oportunidade de mostrarem serviço, espera-se um empenho maior por parte delas em fundar parcerias e, assim, consolidar novos nichos. Além disso, a ideia de incentivar a profissionalização e fomentar a longevidade constitui uma das metas principais dessa iniciativa.

Por essa razão, vão se apresentar as bandas Lady Cocaine (hard rock estilo oitentista), NebulozA RocK (mistura de heavy metal, hard rock, punk e outros subgêneros), Metalwar (power metal tradicional), Calafrio (rock alternativo de acento grunge e pop), Efeito Zumbi (único representante do rap) e a recém-lançada Magdalene and the Rock and Roll Explosion (rock com influências de blues, punk e som de garagem. Pode-se notar que a seleção atendeu aos critérios de qualidade e diversidade, mostrando a riqueza do cenário.
As bandas de fora também já estão definidas. De Alagoinhas, Nute (nas fronteiras do punk e do hardcore) e Universo Variante (rock eclético que remete à Jovem Guarda e até mesmo ao samba) marcam presença. O grupo Quarteto de Cinco (rock, jazz, funk, soul e MPB no mesmo caldeirão) vem de Salvador, assim como a impagável Capitão Cometo e os Formidáveis Ladrões de Parafina da Terra do Nunca Extreme (rock básico, direto e muito bem-humorado). A Warcursed, de Campina Grande (PB), aparece representando o metal extremo nas variações thrash e death. Para completar o quadro, o Garboso traz de Vitória da Conquista um rock nacional climático e apoiado em tendências recentes.
Desde já, fica a certeza de que o fã do rock and roll e da música independente em geral não deve perder essa chance de gritar suas preferências. Confira o esquema organizado:

Rafael Damasceno - Presente



Rafael Damasceno é um músico que não tem medo de confessar influências e nem de ousar. Seu primeiro EP (Extended Play) intitulado Presente, traz os frutos de um mix contemporâneo e cheio de significados. Em Presente, quatro faixas inéditas cruzam, à vontade, as fronteiras entre velhos e novos referenciais da MPB. Incorporam o rock, o soul, o samba, e mais uma série de elementos encontrados na cartilha seguida por gente como Zeca Baleiro. O artista, envolvido em todo o processo, tem participação direta nos arranjos, na produção musical e na direção de arte.

“Jack Sou Som”, a primeira faixa do EP, é uma clara homenagem aos músicos Jackson do Pandeiro e Lenine, que revelaram ao mundo os sons e a poesia do nordeste, da brasilidade. Informa a letra: “para o regional/ é essencial/ ser original”. Uma sábia constatação, pois não são poucos os casos em que a ânsia pelo regional descamba para a caricatura, ou mesmo em que a vontade de ser global partindo de um ponto regional resulta em qualquer mistura despersonalizada.

Em “Silêncio”, um tributo ao paradoxo som-silêncio, que se conserva intrigante apesar de tão abordado. Reflete-se sobre o silêncio através da música, ao passo que o silêncio, com seu som inescrutável, vira necessidade: “silêncio para quem reza/ silêncio para oração/ silêncio para o velório/ silêncio na gravação”. Um não sobreviveria sem o outro, no fim das contas.

As tendências do instrumental prosseguem nas demais canções. A swingada “Só Você” utiliza diversos efeitos e sintetizadores, uma tendência. Já a contemplativa “Olho Por Olho” revela uma percussão suave e marcantes naipes de cordas. Seria o lado cool do EP numa longínqua, mas sempre eterna alusão ao mestre Miles Davis. Tudo muito bem pensado, nota-se. Rafael Damasceno, definitivamente, sabe o que quer.


Ficha Técnica:


Produzido por Rafael Damasceno e Daniel Nunes

Direção Artística: Daniel Nunes

Arranjos: Rafael Damasceno, Daniel Nunes, Kelinho Nunes e Vitor Duarte

Produção Musical: Rafael Damasceno e Daniel Nunes

Produção Executiva: Daniele Britto

Gravado, Mixado e Masterizado no Studio Remix (BA) por Daniel Nunes


Músicos:

Rafael Damasceno (Voz e Violão)
Kelinho Nunes (Bateria)
Sérgio Canhoto (Baixo)
Vitor Duarte (Guitarra)

Músicos Convidados:

Anderson (Baixo em “Silêncio” e “Olho Por Olho”)
Levi Miranda (Cordas em “Silêncio” e “Olho Por Olho”)
Tonico Freitas (Percussão em “Silêncio” e “Olho Por Olho”)
Daniel Nunes (Piano e Sintetizadores em todas)
Gilson (Guitarra em “Silêncio”)

Capa, Ilustração e Direção de Arte: Lucio Urbanetto e Rafael Damasceno
Arte Final: Lucio Urbanetto
Fotos: Daniele Britto

MYSPACE: www.myspace.com/rafaeldamasceno

Para baixar o EP Presente, clique aqui...

FEIRA DA MÚSICA ABRE INSCRIÇÕES PARA A MOSTRA DE MÚSICA INDEPENDENTE EM 2011





A Feira da Música de Fortaleza (CE) celebra 10 anos em 2011. A partir de 7 de fevereiro a décima edição abre inscrições para grupos e artistas solo interessados em se apresentar na Mostra de Música Independente do evento. Até 18 de Março, a secretaria geral recebe material de todo o Ceará (com exceção de Fortaleza), dos demais estados do Brasil, da América Latina e de outros países. À parte, uma novidade: artistas de hip hop poderão se inscrever em um processo totalmente digitalizado e gratuito: cinco vagas para o Palco Hip Hop, até então inédito na programação artística da Feira, serão disponibilizadas através do site Toque no Brasil (www.toquenobrasil.com.br). A exemplo do envio via Correios, a inscrição digital não vale para os fortalezenses também.

A exclusão da capital cearense neste primeiro momento não é por acaso: conforme aconteceu em 2010, em breve os músicos de Fortaleza (de quaisquer estilos e gêneros) poderão enviar seus materiais para participar da seletiva que acontecerá inserida na programação da Mostra Petrúcio Maia. A mostra será realizada ainda no primeiro semestre. Este ano, a X edição da Feira da Música de Fortaleza está programada para o período de 17 a 20 de agosto.

Os grupos e artistas solo interessados podem participar da seleção reunindo os documentos necessários da seguinte forma:

- Imprimir a ficha de inscrição – disponível para baixar no site oficial da Feira (http://www.feiradamusica.com.br/wp-content/uploads/Ficha_de_Inscrição_2011.pdf) – e preencher à mão.

- Incluir mapa de palco e uma ficha técnica com o nome dos integrantes e respectivas funções, incluindo produtor, se houver. No roteiro de apresentação, considerar que cada show selecionado deverá durar cerca de 40 minutos;

- CD de áudio – contendo mínimo de três faixas autorais;

- CD-R com breve release do grupo (ou artista solo) e fotos de divulgação (em alta resolução) ambos em formato digital;

- Reunir todos os itens e enviar para a Associação dos Produtores de Cultura do Ceará (ProDisc), no endereço Rua Engenheiro Plácido Coelho Júnior, 180A, Vicente Pinzón, Fortaleza (CE) – Cep 60181-055. Outras informações sobre o envio: (85) 3262.5011 ou secretaria@feiradamusica.com.br.

- Cada grupo ou artista solo inscrito(a) concorre a uma vaga na programação da Mostra de Música Independente e, caso seja selecionado(a), terá direito à ajuda de custo, hospedagem, alimentação e traslado local durante os quatro dias do evento no mês de agosto.

- Quaisquer dúvidas, sugestões e críticas ao processo de inscrições devem ser encaminhadas paraouvidoria@feiradamusica.com.br. A ouvidoria da Feira da Música de Fortaleza é um canal de atendimento online entre a Feira e seus diversos públicos (artistas, produtores, visitantes, entre outros) a respeito da organização do evento em si, com exclusividade para este fim. Outros assuntos devem ser tratados comsecretaria@feiradamusica.com.br.


UNDER TRIBUS - Dança e Rock em um só lugar




Dia 27 de fevereiro (domingo) acontecerá o Under Tribus, evento realizado pela Trupe Mandhala Fusion, grupo experimental de Dança Étnica Contemporânea composto pelas bailarinas Lyara Alika, Andrea Farias, Mariana Figuerêdo e Viviane Macedo.
O Under Tribus é a primeira parte do Projeto Impulso, iniciativa da Trupe Mandhala que visa demonstrar, através de eventos diversos ao longo do ano, como a dança pode interagir e dialogar com diversas formas de expressão artística.
O evento será no Antiquário Pub, a partir das 16 horas e contará com apresentação da Trupe Mandhala Fusion (Dança Tribal), Mhary Falcão e Jefi Akenaton (UFBA/FUNCEB - Dança Contemporânea), Aline Brito (Academia Arte de Dançar – Ballet Moderno). E ainda terá a presença das bandas Cidadão Dissidente (Rock Nacional anos 80), Zeppelin’s Rock (Cover Led Zeppelin) e Ànanda (Rock alternativo – cover Paramore, Evanescence, entre outras).
Venha participar deste evento e mostre que você apóia a diversidade cultural.

UNDER TRIBUS
Dia 27/02/11 | 16 horas | Antiquário Pub - Rua General Mendes Pereira, 202 - Ponto Central (próx. ao Jaime do Pastel)
Ingresso: R$ 8,00 (antecipado na Loja Dance – Shopping das Fábricas, com a Trupe Mandhala e com as bandas) e R$ 10,00 (no local).
ATRAÇÕES:
Dança – Trupe Mandhala Fusion, Mhari Falcão, Jefi Akenaton, Aline Brito
Bandas – Ànanda, Cidadão Dissidente e Zeppelin’s Rock
Stand – Leidi Kitai Ateliê Tribal

APOIO CULTURAL:
Antiquário Pub, Loja Dance, Formato Comunicação, Leidi Kitai Ateliê Tribal, Academia Arte de Dançar, Academia Sport Life,Tonny's Impressos, ACAA – Associação e Centro de Apoio ao Adolescente

Trilogia do Reggae lança CD dia 24 de fevereiro, no Amélio Amorim.





Cercado de muita expectativa, o CD da Trilogia do Reggae, formada por Dionorina, Gilsam e Jorge de Angélica, finalmente será lançado no dia 24 de fevereiro, às 20h30, no teatro de arena do Centro de Cultura Amélio Amorim. O show faz uma síntese da trajetória destes artistas identificados com as manifestações de raízes africanas, especialmente a música reggae, no bairro Rua Nova.
O trabalho despertou as atenções do público e motivou a produção de um documentário sobre a história dos três personagens, por iniciativa da Universidade Estadual de Feira de Santana. Realizado pelos experientes cineastas Volney Menezes e Johny Guimarães, conquistou prêmio de nível internacional no III Bahia Afro Film Festival, realizado no ano passado, em Cachoeira.
O show estreou em outubro de 2009, no teatro de arena do Centro Universitário de Cultura e Arte (Cuca) e caiu nas graças do público no Carnaval de Salvador e depois no Pelourinho, além da escolha como melhor atração local da Micareta de Feira de Santana, pela Revista Alternativa.
Os primeiros mil ingressos vendidos darão direito ao CD, acesso ao show, além do documentário de brinde.

Compacto.Rec lança em Fevereiro a banda Cidadão Comum



O compacto.Rec segue suas atividades em 2011 lançando em Fevereiro o EP da banda Cidadão Comum. A energia do rock, a poesia do rap e o ritmo do funk mesclado com as batidas do Manguebeat e outros sons brasileiros formam a rica identidade da banda que acaba de gravar o primeiro trabalho intitulado “Enquanto Isso na Cidade-Dormitório”.

O Compacto.Rec
O Compacto.Rec é um projeto de lançamento mensal de álbuns virtuais em rede, com o objetivo de estimular a circulação e distribuição de bandas da cena independente latino americana. O trabalho é uma realização do circuito Fora do Eixo, uma rede de trabalhos colaborativos e os agentes que integram a equipe são oriundos dos mais distintos lugares do país que, através da internet trabalham em conjunto executando toda a pré-produção do Compacto.Rec: uma compilação com músicas, letras, release, fotos, vídeo, banners e avatares, que são divulgados em todos os veículos de comunicação integrados a rede.
Desde 2007 o Compacto vem trazendo lançamentos diversificados em diversos aspectos e principalmente, em estilo musical agrupando um rico acervo cultural que atrai visitantes de todo o Brasil, só em 2009 foram mais de vinte mil downloads no ano. Já passaram pelo site bandas renomadas como Porcas Borboletas, Nevilton, Diego e o Sindicato, o rapper Linha Dura e outros. Em 2010 o projeto expandiu mais uma vez suas fronteiras em Outubro com seu primeiro lançamento internacional o álbum “YYY” da banda Falsos Conejos de Buenso Aires (ARG) além de ter sido recentemente contemplado pela Bolsa Funarte de Reflexão Crítica e Produção Cultural para Internet.



A Banda 
O Cidadão Comum surgiu em 2000, e desde 2005 vem trabalhando seu repertório próprio, trazendo em suas músicas uma leitura crítica da atualidade, somando ao olhar sobre a periferia uma visão contundente sobre a própria sociedade que a produz.
  A banda tem circulado pela cena independente, tendo tocado em festivais importantes do circuito Mineiro, como Transborda/BH, Jambolada/Uberlândia e no Festival de inverno de Ouro Preto.

 O Disco
“Enquanto Isso na Cidade-Dormitório” traduz claramente o papel do Cidadão Comum nos seus mais de 10 anos de existência: sacudir com a sonolência de Ribeirão das Neves/MG, sua cidade de origem. A partir da poesia rasgada e de versos diretos, o EP de sete músicas pretende continuar fazendo “barulho” para ouvidos sonolentos e também outros mais atentos, de Neves ou de qualquer lugar.
O disco foi produzido pela banda e gravado em seu estúdio próprio mantido em casa. Toda a gravação foi feita com um set simples de equipamentos e sem a preocupação de um acabamento totalmente limpo. O resultado é propositalmente alto e sujo: cheio de sobras de guitarra, microfonias e overdrives em alto tom.
  Diversas influências se alternam e se misturam num som que foge às fórmulas prontas. É o funk “original” que virou samba na dançante O Novo. É uma batida inspirada no Manguebeat que achou um vigoroso riff de rock em Automatismo. É o swing popular de O Menino é o Pai do Homem. É um rap chamado Dinheiro... São vários sons em um único CD, e é tudo rock: feito com guitarra, baixo, bateria e ponto.