ENTREVISTA – MAGDALENE AND THE ROCK AND ROLL EXPLOSION

O público que compareceu à noite de sábado da primeira edição do Grito Rock em Feira de Santana teve a chance de ver a estreia da Magdalene and the Rock and Roll Explosion nos palcos. Logo depois desse passo importante para se consolidarem como a mais recente revelação do rock local, os integrantes Magdalene (vocal), PV (guitarra) e Alexandre Damas (guitarra) conversaram com o Feira Coletivo sobre as impressões do show, o EP homônimo, o conceito da banda, influências e objetivos próximos.



Feira Coletivo – O que dizer da experiência de se apresentar ao vivo pela primeira vez?

PV – Acho que foi muito produtivo, verdadeiro. Serviu pra gente sentir a vibe e se conhecer mais como banda. Fizemos três ou quando ensaios rápidos, meio que tentando impulsionar a coisa e não deixar tudo parado. É importante falar que a proposta do Feira Coletivo é maravilhosa, está ressuscitando a cena do rock na cidade.

Magdalene – Em estúdio você mostra o que tem de melhor. Ao vivo é completamente diferente, mas não me arrependo de ter feito o caminho inverso (começar no estúdio). Esse material de divulgação nos ajudou a encontrar pessoas identificadas com o nosso trabalho e nos permitiu fazer o que fizemos hoje, esse show que superou as minhas expectativas.

Alexandre Damas – Acho que a Magdalene traçou um caminho com o qual estou de acordo: buscar primeiro o material profissional de estúdio e depois partir pra fazer shows. Isso gera muitas oportunidades.


 
Feira Coletivo – Como surgiu a ideia do projeto e de começar gravando com o produtor André T., que já trabalhou com Pitty, Retrofoguetes e outros?

PV – A ideia do projeto começou comigo e com Poliana (Magdalene). Nós sempre participamos de bandas muito diferentes e sonhávamos em fazer algo concreto juntos, reunir músicos com interesses parecidos. Então entrei em contato com Chuck (Hipolitho, ex-Forgotten Boys), pra ele produzir um material nosso numa linha meio setentista. Ele me apresentou a André T. e a gente passou um tempo acertando as coisas, depois gravamos o EP com Mark (Mesquita, baterista de Os Irmãos da Bailarina) completando a formação.



Feira Coletivo – Percebemos várias influências nas duas músicas do EP. Qual é o principal elemento da identidade musical da banda?

PV – A gente pensa em seguir uma onda do blues, do stoner também, do pré-punk.

Alexandre Damas – Eu tive uma pequena participação na gravação, porém penso que a grande influência é o stoner. Acho que PV tem mais propriedade pra falar sobre isso.



Feira Coletivo – Mas queremos falar com você mesmo (risos), sobre sua familiaridade com o metal. Como é ir do metal ao rock and roll em tão pouco tempo?

Alexandre Damas – Eu e Poliana tínhamos um projeto de heavy metal com pitadas de gótico quando surgiu o convite de PV. A princípio me perguntei: será que tenho malícia pra tocar rock and roll? Porque acham que tocar rock é simples, só que é preciso ter uma energia específica. Não tem sido uma transição natural pra mim, mas aos poucos tenho conseguido incorporar o espírito da coisa.



Feira Coletivo – A banda tem uma vocalista que se inspira nos anos 70 e em atualidades. No meio de tudo isso, dá pra chegar a um diferencial?

Magdalene – Quero dizer que as pessoas valorizam mais no rock and roll quem toca algum instrumento, mas sempre fui apaixonada pelo vocal e me também identifico com o movimento feminista. Minhas referências são The Runaways, Janis Joplin, Sam Brown, Aretha Franklin e outras coisas mais. E acho que cantar é algo muito natural, então não sei como seria isso de “construir” um estilo próprio.



Feira Coletivo – O que podemos esperar da Magdalene de agora em diante?

PV – A gente quer desenvolver mais o trabalho, produzir mais músicas, investir muito em produção visual. E gravar um novo disco, possivelmente com André T.

Magdalene – Talvez isso não ocorra com urgência, porque nos preocupamos demais com a qualidade daquilo que vamos apresentar, tanto ao vivo quanto em estúdio. As composições da banda surgem da realidade e das histórias que a gente cria. A própria Magdalene é um personagem criado pra representar um espírito rock and roll feminino no palco. Brinco que eu sou uma pessoa e a pessoa que aparece no palco é outra. Tenho a intenção de representar não só a mim, mas outras pessoas que compartilham do nosso pensamento.

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