Consulta Pública

QUAIS AS SUAS PROPOSTAS PARA O "COMPLEXO CARRO DE BOI" REFORMADO?
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O Complexo "Carro de Boi" precisará de uma função depois que estiver reformado. Queremos saber, na opinião de cada um de vocês, de que forma poderíamos ocupar este espaço?

Deixe sua resposta nos comentários desta postagem, OU envie para nosso e-mail [ccamelioamorim@gmail.com], OU deixe sua opinião por escrito na coordenação do Centro de Cultura.

A SUA OPINIÃO É MUITO VALIOSA PARA NÓS.
Centro de Cultura Amélio Amorim. Um espaço todo nosso!
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O QUE É O "COMPLEXO CARRO DE BOI"?



O Complexo Carro de Boi (composto por restaurante, boate e um amplo espaço de lazer) foi construído e administrado pelo arquiteto Amélio Amorim, falecido em 1982. O Carro de Boi funcionou como em verdadeiro espaço cultural em Feira de Santana abrigando mostra de artes, desfiles de moda, feiras de artesanato, além de shows com artistas regionais e nacionais. Na construção do Centro de Cultura, a estrutura do Complexo foi mantida e como homenagem, o espaço ganhou seu nome.

Mais Informações ACESSE AQUI

COMPACTO REC LANÇA OS RÉLPIS EM ABRIL!


O compacto.Rec neste mês de abril lança o primeiro álbum completo da banda Os Rélpis. A banda que lançou em 2009 o EP “Ó imaginário cá do meio de lá” agora traz através do Compacto.Rec seu novo álbum intitulado “Do fruto, o escracho monumental caramelizado”.

O Compacto.Rec

O Compacto.Rec é um projeto de lançamento mensal de álbuns virtuais em rede, com o objetivo de estimular a circulação e distribuição de bandas da cena independente latino americana. O trabalho é uma realização do circuito Fora do Eixo, uma rede de trabalhos colaborativos e os agentes que integram a equipe são oriundos dos mais distintos lugares do país que, através da internet trabalham em conjunto executando toda a pré-produção do Compacto.Rec: uma compilação com músicas, letras, release, fotos, vídeo, banners e avatares, que são divulgados em todos os veículos de comunicação integrados a rede.

Desde 2007 o Compacto vem trazendo lançamentos diversificados em diversos aspectos e principalmente, em estilo musical agrupando um rico acervo cultural que atrai visitantes de todo o Brasil, só em 2009 foram mais de vinte mil downloads no ano. Já passaram pelo site bandas renomadas como Porcas Borboletas, Nevilton, Diego e o Sindicato, o rapper Linha Dura e outros. Em 2010 o projeto expandiu mais uma vez suas fronteiras em Outubro com seu primeiro lançamento internacional o álbum “YYY” da banda Falsos Conejos de Buenso Aires (ARG) além de ter sido recentemente contemplado pela Bolsa Funarte de Reflexão Crítica e Produção Cultural para Internet. Já em 2011 o projeto começou o ano com a Os Barcos, e também já passaram pelo projeto as bandas Cidadão Comum e Maglore.

A Banda & O Disco

Com dois anos e meio de carreira e após um 2010 com mais de 50 shows pelo Brasil, entre os quais 16 festivais e uma Tour Fora do Eixo, a banda Os Rélpis está lançando seu primeiro álbum completo através do Compacto.Rec.

Produzido com muito experimentalismo, sua concretização teve inicio com a reforma do estúdio, já na listagem dos equipamentos que seriam utilizados, incluindo guitarras vintage, amplificadores com 40 anos de idade, pedais construídos pelos próprios integrantes da banda, uma bateria pinguim dos anos 60, além de um vídeo cassete estéreo. A partir disso a banda partiu para uma vivência, de “espremer” até sugar de todo o melhor e mais apurado sumo das coisas que se tem em mãos. E como resultado trouxe uma nova estética baseada na diversidade sonora contemporânea e na antropologia do ruído que permitem ao ouvinte flutuar através de ritmos variados, os quais remetem desde a tradição popular ao moderno rock, e se chocam trazendo dissonâncias que podem surpreender a cada música.

Acesse: compactorec.foradoeixo.org.br

Economia Criativa é tema do próximo Fórum de Políticas Culturais no Conselho Estadual de Cultura



Série de debates com gestores da atual gestão do MinC traz à Bahia o pensamento da gestão federal da Cultura. A próxima convidada é Claudia Leitão, secretária de Economia Criativa do MinC. A participação continua aberta à comunidade.


Acontece dia 26 de abril (terça-feira), a partir das 19h, no Conselho Estadual de Cultura (CEC), na avenida Sete de Setembro (anexo ao Palácio da Aclamação), a segunda edição do Fórum de Políticas Culturais. Promovido pela Secretaria de Cultura do Estado da Bahia e a Representação Regional da Bahia do MinC, o Fórum faz parte de uma série de encontros regionais que o Ministério está realizando em todo o país. O primeiro encontro aconteceu dia 12 com a participação da secretária Marta Porto, lotando o auditório do CEC.

Nesta edição, o Fórum, que tem como objetivo trazer a visão do Ministério da Cultura para gestores, produtores, estudantes, acadêmicos e agentes culturais residentes na Bahia, terá como tema a “Economia Criativa” e participação da secretária de Economia Criativa do MinC, Cláudia Leitão. O encontro também visa ampliar o diálogo com fóruns e dirigentes de cultura dos municípios, com objetivo de fortalecer as ações e programas já existentes, preparando o caminho para a implementação do Sistema Nacional de Cultura.

Cláudia Leitão é doutora em Sociologia pela Université Paris V, foi secretária de Cultura do Estado do Ceará (2003-2006). Cláudia assinou também o artigo “Cultura e Municipalização” da ´Coleção Cultura é O quê?´ – Volume III (2009), publicação da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia.

O Fórum de Políticas Culturais acontece até novembro de 2011 e vai trazer a Salvador nomes como Antônio Grassi (presidente da Funarte), Sérgio Mamberti, Marcelo Dantas, além da própria ministra de Estado da Cultura, Ana Buarque de Hollanda.


SERVIÇO

O quê: Fórum de Políticas Culturais com ´Cláudia Leitão´ - secretária de Economia Criativa - MinC

Quando: 26 de abril (terça) – 19h - Gratuito (sujeito ao preenchimento de vagas do auditório) – no CEC.

Informações: (71) 3103-3412

BRINQUEDO DOS ANGOLAS E ORIXÁS: ALOISIO RESENDE E BEL PIRES



Autor: Gabriel Ferreira

Local: Galeria Carlo Barbosa/CUCA

Abertura: 19 de abril de 2011.

Período da mostra: 19 de abril a 15 de maio de 2011.

A temática exposição BRINQUEDO DOS ANGOLAS E ORIXÁS: ALOISIO RESENDE E BEL PIRES entrelaça duas manifestações na cultura negra que me aprazem muito: a Capoeira de Angola e o Candomblé.

Para colar estas duas manifestações, contei com a ajuda do trabalho de pesquisa historiográfica do mestre de capoeira e professor Bel Pires, o qual se engraçou com a poesia do Aloisio Resende (poeta feirense que viveu entre 1900 e 1941), assim como, contei com admiração pessoal que tenho pelo Candomblé.

Como o texto poético embala muitas das minhas ilustrações, facinei-me com a possibilidade de colocar tudo num mesmo prato de barro e despachar numa Galeria. Assim, segui inspirado pela poesia do Aloisio, chamado de Poeta dos Candomblés, pelo Bel Pires em alguns dos seus artigos científicos, para poder apresentar ao público mais uma das minhas aventuras pictóricas lastreadas em elementos textuais.

A mostra não é um apanhado geral a respeito da capoeiragem e do candomblé, não se trata de uma reedição acerca dos temas e sim uma abordagem bem particular através de pinturas com um discurso que versa, tece e aproxima as duas linguagens.

O Grupo Malungo, sob a coordenação do mestre Bel Pires, é grande incentivador do meu trabalho com a capoeiragem, pois, para além de emprestar o nome (Brinquedo dos Angolas), disponibiliza acervo fotográfico e bibliográfico para subsidiar a minha produção.

5 ANOS DE FORA DO EIXO

Maglore, lança seu novo disco no Folia Feira Noise

Bora meu povo, sábado é dia de Suinga no Folia Feira Noise!!!




A banda baiana Suinga faz música popular tendo como principal referência as riquezas culturais da Bahia. Em sua atmosfera sonora a identidade cultural se faz presente tanto na dimensão do ritmo - com canções de fricote, axé anos 80 e samba-reggae –, como também nas letras e na melodia, em que aspectos musicais da tradição oral baiana são trazidos à tona.
O conjunto, integrado por Fox (Voz e Guitarra), Marceleza (Voz e Guitarra), Dinho (Baixo), Dudu (bateria) e Didoné (percussão), acaba de lançar o EP ( Minina), gravado pelo produtor musical Jorge Solovera. São cinco canções autorais em que a banda expressa originalidade e ousadia ao apostar na força contagiante da poesia popular baiana. A sonoridade da Suinga puxa o ouvinte pela memória, atualizando a tradição de música de rua desenvolvida nos carnavais baianos por Armandinho, Dodô e Osmar, Novos Baianos, Luiz Caldas, Gerônimo, Chiclete Com Banana e Moraes Moreira.
A expressão audiovisual da banda apresenta os vocalistas em interação direta com ambientes e personagens que compõem o universo da cultura popular na cidade de Salvador. Dentro dessa perspectiva o grupo já produziu clipes para as canções “Miniminina” e “Sorvete deCajá”, ambos sob a tutela de Filipi Pauli.




 Pois é, e essa galera vai tocar aqui em Feira no próximo sábado dia 16, imperdível!! 



MARYZÉLIA E OS COISINHO - SERENO DA SAUDADE

Olha Maryzélia cantando o Sereno da Saudade! Dia 16, no Folia Feira Noise, você vai poder conferir ao vivo esse show!

GRITO ROCK FEIRA - PRIMEIRA NOITE

Magdalene and The Rock and Roll Explosion

A primeira edição do Grito Rock em Feira de Santana chamou atenção por uma grade bastante diversa na noite de sábado, 26/03. Houve espaço para o rock tradicional, o britpop, o rock mesclado à MPB e até o rap, evitando-se a monopolização. Isso, no entanto, não deve nos levar às ideias de dispersão, distanciamento e ausência de identidade, uma vez que todas as bandas fazem parte do cenário independente. Ao realizar um evento que ocorre em vários pontos da América Latina, o Feira Coletivo Cultural celebra a grandeza desse contexto cada vez mais sólido no nosso município.

O show da Magdalene and the Rock and Roll Explosion começou pouco depois das 19h30. Não foi apenas um show de abertura. Foi, principalmente, a primeira apresentação da banda, o momento de vê-la em ação para além dos estúdios. O set list abrangeu as duas canções do EP homônimo recém-lançado mais uma música própria inédita, todas de inspiração stoner ora centrada nas vertentes, ora atravessando o punk. E, já que tratamos disso, é notável essa capacidade de ir do passado mais remoto ao presente sem fazer questão de ancorar em algum momento específico. Como resultado, ouvimos um som de releitura em sintonia com uma porção de coisas que se tem lá fora, mas consideravelmente novo nos limites locais.

Os covers, por sua vez, apontaram uma familiaridade com as reminiscências daquilo que hoje se entende por atitude ou estilo riot grrrl, caso de “Cherry Bomb”, o clássico definitivo das Runaways, e “Do You Wanna Touch Me”, um dos sucessos de Joan Jett ao lado de seus Blackhearts. Embora baseada na curta versão dos Hellacopters, “Dirty Women” avivou a onipresença do Black Sabbath. Já a versão de C’Mom and Love Me, do Kiss, terminou de estabelecer a ponte com o rock clássico.

Para quem se encontra no começo da trajetória e possui um repertório em formação, a Magdalene fez um show irrepreensível sob os pontos de vista da técnica, da personalidade e do entrosamento. Ainda podemos esperar mais quanto à exploração da performance em outras oportunidades, pois não restam dúvidas de que – apesar da aparente vocação de garagem – a banda nasceu para os grandes palcos, assim como é certo que está destinada aos grandes êxitos.

Universo Variante

Segunda atração do line-up, a Universo Variante (Alagoinhas) teve a missão de assumir a responsabilidade involuntária de segurar o entusiasmo deixado pelo show anterior, e só o conseguiu em instantes esparsos. Exceto a na alusão aos Beatles em “Ticket to Ride” e nas duas ou três levadas mais empolgantes das composições mostradas, a recepção do público foi um tanto morna, o que não nos impede de reconhecer pontos positivos na mistura de rock sessentista, Jovem Guarda e até MPB.

A banda atingiu a maturidade no sentido de definir suas pretensões. Vale a pena destacar tal aspecto, porque não são poucas aquelas que encerram as atividades do modo como deram início, desprovidas de qualquer meta. Falta somente colocar uma dose maior de energia no palco, apostar num instrumental mais incisivo e num trabalho vocal mais equilibrado, buscando também essa evolução ao vivo junto à plateia.

Casa de Vento

Em seguida, a Casa de Vento trouxe o bom indie-rock com raízes britânicas ao qual estamos habituados. Não é à toa que o grupo tem se firmado com o lançamento do primeiro EP e uma agenda impressionante. Toda a repercussão é merecida, dada a qualidade dos músicos, das composições e dos excelentes covers que geralmente apresentam. Destaque, desta vez, para High and Dry – do Radiohead, uma lembrança dos tempos inigualáveis do The Bends – e Accelerate – do penúltimo álbum do R.E.M.

É mero clichê, a esta altura, falarmos da competência e do potencial de Josh, Cordeiro & Cia. A Casa de Vento assimila da melhor forma as experiências vividas até aqui, sabe contornar os problemas técnicos que porventura surjam e convencer o público quando executa o repertório próprio, a exemplo de “O Mistério das Cinco Estrelas” e “Esperando por Godot”. Eis uma banda pronta, segura, merecedora de nosso apoio, prestígio e torcida por novas conquistas.

Quarteto de Cinco

A sonoridade da Quarteto de Cinco, próxima a se apresentar, gira em torno do que se costuma denominar “rock popular brasileiro”. Ultimamente, esse rótulo se confunde com o legado do Los Hermanos na cena alternativa, e a banda soteropolitana procura trabalhar a influência sem se fechar nela. Os covers “Exagerado” (Cazuza) e “Pro Dia Nascer Feliz” (Barão Vermelho) já denotam um olhar ao rock brasileiro dos anos 80. As composições, em número acima da média para a pequena quantidade de anos de estrada, são uma união bem-sucedida entre a base roqueira e o samba, o baião, o soul e vários outros gêneros.

O fato é que a mistura acaba sendo acessível, do tipo que agrada ao ouvintes rapidamente. Remete aos anos 70, Mutantes Novos Baianos, porém um apelo pop contemporâneo emerge de um lugar misterioso, difícil de precisarmos. Ao final do show, nada disso importa. Constatamos apenas o altíssimo nível de musicalidade e profissionalização de uma banda que não precisa de muitos minutos para mostrar a que veio.

E o que dizer de um grupo de rap no palco do Grito Rock? Seria possível preservar os atributos do evento na percepção dos espectadores? O Efeito Zumbi, projeto feirense de forte cunho social, passou o recado sem dificuldade e deixou a resposta aos que permaneceram no Espaço Nobre. Se a cultura hip hop se enquadra àquele velho “ame ou odeie”, cabe-nos tentar levar em conta o ponto de vista de quem realmente aprecia estilo e se sente familiarizado.

Efeito Zumbi

Percebemos que os temas não nos pareceram estranhos, a menos que estejamos de olhos fechados aos problemas da cidade onde vivemos. O andamento sonoro foi inevitavelmente maçante para alguns, mas outros decerto chegaram a notar semelhanças entre o Efeito Zumbi e os nomes nacionais mais conhecidos. As resistências comuns já não bastavam a partir daí, e uma parcela do público se rendeu a essa proposta digna de espaço e amadurecida, a despeito de gostos pessoais.

O rock voltou na última apresentação trazendo peso e melancolia, duas das principais características do som do Garboso. De Vitória da Conquista – onde a predileção pelo rock alternativo se faz notório com o sucesso d’Os Barcos e com a repercussão do show da Casa de Vento por lá – e com quase dois anos de existência, o grupo já tem planos de gravar um CD. Essa suposta pressa justificou-se pela atuação correta de músicos experientes, sobretudo o vocalista/guitarrista Pablo Bahia.

Garboso

A espontaneidade das letras sustenta uma atmosfera meio desoladora que empolgou o público, por mais contraditório que isso possa soar para alguém. Como encerramento, nenhuma banda poderia funcionar melhor: sintetizou a multiplicidade de sons da noite e não forneceu nenhuma pista do que estava por vir. Afinal, quase tudo seria diferente no domingo. O Grito Rock de Feira iria manifestar sua outra face.

NEOLOGIA EM FEIRA PELA PRIMEIRA VEZ!


Com uma nova formação, a banda ganha cada vez mais visibilidade e já trabalha para o lançamento do seu segundo CD com composições inéditas.

A banda que tem o “novo” no nome faz jus a ele. A nova vocalista da banda baiana, Lívia Ferreira, provou seu talento ao longo de 2010. Juntando-se aos já integrantes Bruno Balbi (guitarra), Vitor Vieira (baixo) e Luciano Tucunduva (bateria), Lívia passou a fazer parte do grupo em março, e com seu timbre único já encantou o público soteropolitano. Neste ano, a banda segue suas apresentações nos palcos de Salvador, também em busca de mais apresentações em outras cidades baianas e fora do estado.

Com um repertório em constante renovação, a banda destaca-se com suas criações próprias e releituras de outros compositores, sofrendo influências como de Caetano Veloso, Milton Nascimento, Djavan, Chico Buarque, entre outros ícones da música nacional. A Neologia já tem gravado o EP Para Vênus, com cinco faixas autorais que representam a musicalidade do Brasil, aliada a heranças estrangeiras; e mais recentemente gravou o single Não Negue Não, música de Bruno Balbi com Vitor Vieira e letra de Thiago Lobão, o “quinto neologista”. O estúdio Abbey Road, na casa do baterista Luciano Tucunduva, foi o local onde os quatro músicos gravaram o material para mostrar o trabalho autoral com a nova vocalista. Jorge Solovera, parceiro de longa data da banda, tem sido o produtor musical nesta jornada.

Nos últimos meses a banda teve sua agenda bastante ocupada. Além de apresentações nas casas de show de Salvador, fez show em Vitória da Conquista com apoio do Circuito Fora do Eixo e participou de projetos como o “Música.Doc Bahia”, da Universidade Federal da Bahia; o “A Cara e o Coração”, uma releitura de dois trabalhos do cantor e compositor Guilherme Arantes, com versões criadas por 8 bandas de Salvador; os festivais Big Bands e Baianada e agora concorre no Desafio das Bandas com mais 11 bandas selecionadas.

Os músicos não param de se reinventar. Além de novas versões que já estão no repertório da banda, como Reconvexo, de Caetano Veloso, e o samba Nós de João Nogueira - que dá espaço a improvisações jazzísticas sobre o tema Take Five de Dave Brubeck, há material próprio saindo do forno. A Neologia acaba de finalizar mais três novas composições que farão parte do segundo CD da banda, a ser lançado este ano pelo selo Elizeu Discos (o mesmo que lançou Para Vênus). Enquanto isso, o público pode ouvir os sucessos do EP Para Vênus e Não Negue Não no site do grupo www.bandaneologia.com e no perfil do myspace www.myspace.com/neologia.

Com os últimos lançamentos a banda aumentou a divulgação na agenda cultural de Salvador e na internet. Desde então, o som da Neologia conquista cada vez mais o gosto do público. Depois de assistir a um show realizado no Groove Bar, a médica Renata Hagge avaliou: “depois que acabou todo mundo comentou sobre a qualidade da banda. Nunca tinha ouvido falar antes e ela é muito boa, e gostei muito das músicas e da presença de palco dos integrantes.” O designer João Abreu destacou: “adorei a variedade de ritmos, muito interessantes os arranjos e as pegadas”.

Mas a Neologia não está bem na fita somente entre o público, mas, também, entre os músicos – e grandes nomes elogiaram o som da banda baiana. Depois de ouvir Para Vênus na página da banda no MySpace, o cantor e instrumentista Luiz Caldas comentou: “Grande Neologia... Que trabalho primoroso, música com harmonias bonitas e difíceis, melodias bem elaboradas, letras mostrando o bom uso da massa encefálica, enfim maravilhoso. Parabéns e sucesso.” O multinstrumentista e cantor carioca Milton Guedes, que já gravou com grandes nomes da Música Brasileira emendou: “Galera, que ótima surpresa. Adorei o som. Todo sucesso pra vocês e espero ver um show por aqui ou quando for a Salvador.” Além de críticas como essas, a Neologia vem acumulando cada vez mais elogios da imprensa local e já tem um público consolidado, que cresce a cada show.

A banda se apresenta em Feira de Santana no próximo dia 02 de Abril, ao lado da feirense, Casa de Vento no show de lançamento do seu novo EP. O evento acontece no Antiquario Pub, a partir das 21 horas.


Myspace: http://www.myspace.com/neologia

ENTREVISTA - LADY COCAINE


A Lady Cocaine, ainda commenos de um ano de existência, foi a única representante do hard rock na gradede atrações do Grito Rock. O guitarrista James, principal compositor dorepertório mostrado do show, conta sobre o surgimento da banda e asexpectativas dentro do cenário.



Feira Coletivo –Lady Cocaine foi a única banda de hard rock a se apresentar no Grito Rock. Oque você acha do espaço que é dado ao hard rock na região?

James – Até onde sei, existem poucas bandas de hard rock que permanecemfirmes e fortes em suas jornadas. No passado já tivemos algumas (70's/80's),mas todas elas pereceram com o tempo e terminaram as suas atividades. Quanto aoespaço ao hard rock nos eventos, sempre foi tranquilo por se tratar de um estiloprimordial e essencial dentro do rock. Aliás, estamos com mais três showsagendados em um espaço de tempo menor que dois meses.



FeiraColetivo – Você é um guitarristacom experiência em ramificações extremas do metal, como o black e o death. Quandopensou nessa ponte com o hard rock?

James – A ideia de montar uma banda de hard rock surgiu na minha juventude,quando escutava bandas com temáticas obscuras e satânicas, porém tinhalimitações técnicas musicais e faltava material humano disposto a tocar. Depoisme envolvi com o metal e seus segmentos diversos. Então, conversando com umamigo de banda, o Alex (vocalista e baixista), resolvemos montar uma banda dehard rock com uma postura mais reservada e condizente com nossas vivênciasdentro do ocultismo. No ano passado, pude tirar do papel esse projeto, que atravésde nosso verbo e vontade se manifestou neste plano como a Lady Cocaine.



Feira Coletivo – E por que "Lady Cocaine”? Seria uma espécie de personagem?

James – Sim, existe todo um significado oculto para tal nomenclatura. Dentroda Demonologia existe um segmento pouco conhecido – que é o surgimento de novoselementos que residem dentro dos vícios humanos. “Lady Cocaine” porque foi aforma perfeita de conceber neste plano nossas ideias, sofrimentos, devaneios,destruição. Dentro do satanismo, ela é conhecida como a filha caçula deLúcifer. A rainha soberana do mal, princesa do inferno, onde traz o suicídio aocoração do homem. Lady Cocaine é uma entidade demoníaca.



Feira Coletivo – Um hard rock cantado em português costuma agradar ao público?

James – O hard rock em português foi por uma decisão nossa de daroriginalidade a banda, em um aspecto nacional. São poucas bandas que tendem acantar no próprio idioma, e até o momento o público tem mostrado positivo com oproposto. Eles cantam as músicas nos shows, conseguem assimilar de formasaudável o que expressamos nas letras.



Feira ColetivoAlémdos shows, a Lady Cocaine tem planos de entrar no estúdio?

JamesTemos umprojeto de gravar um "full-lenght" o mais breve possível, mas nomomento, pelas nossas limitações, temos apenas a opção de gravar uma demo parademonstrar mais ou menos o que pretendemos lançar oportunamente. Já temos porvolta de 12 sons próprios, e como em toda banda independente/underground adificuldade é então financeira.



Feira Coletivo – 12 canções próprias... Você acredita que Feira de Santana vem abrindomais espaço para trabalhos autorais?

James– Feira de Santana tem muitos músicos bons numa perspectiva técnica, porém amaioria apenas pensa em viver de covers, reproduzindo o que já está feito.Trabalhos autorais no estilo de sonoridade que desenvolvemos, não conheçonenhum na ativa... A banda que chega perto é a novata Magdalene and the Rockand Roll Explosion, porém eles têm as próprias vertentes e influências, e nóstemos as nossas. Sei que vem surgindo espaço, em uma escala tímida ainda. Embreve espero poder ir a um show só com bandas do gênero. No mais, em nome daLady Cocaine, agradeço ao Coletivo pelo apoio.