ENTREVISTA - LADY COCAINE


A Lady Cocaine, ainda commenos de um ano de existência, foi a única representante do hard rock na gradede atrações do Grito Rock. O guitarrista James, principal compositor dorepertório mostrado do show, conta sobre o surgimento da banda e asexpectativas dentro do cenário.



Feira Coletivo –Lady Cocaine foi a única banda de hard rock a se apresentar no Grito Rock. Oque você acha do espaço que é dado ao hard rock na região?

James – Até onde sei, existem poucas bandas de hard rock que permanecemfirmes e fortes em suas jornadas. No passado já tivemos algumas (70's/80's),mas todas elas pereceram com o tempo e terminaram as suas atividades. Quanto aoespaço ao hard rock nos eventos, sempre foi tranquilo por se tratar de um estiloprimordial e essencial dentro do rock. Aliás, estamos com mais três showsagendados em um espaço de tempo menor que dois meses.



FeiraColetivo – Você é um guitarristacom experiência em ramificações extremas do metal, como o black e o death. Quandopensou nessa ponte com o hard rock?

James – A ideia de montar uma banda de hard rock surgiu na minha juventude,quando escutava bandas com temáticas obscuras e satânicas, porém tinhalimitações técnicas musicais e faltava material humano disposto a tocar. Depoisme envolvi com o metal e seus segmentos diversos. Então, conversando com umamigo de banda, o Alex (vocalista e baixista), resolvemos montar uma banda dehard rock com uma postura mais reservada e condizente com nossas vivênciasdentro do ocultismo. No ano passado, pude tirar do papel esse projeto, que atravésde nosso verbo e vontade se manifestou neste plano como a Lady Cocaine.



Feira Coletivo – E por que "Lady Cocaine”? Seria uma espécie de personagem?

James – Sim, existe todo um significado oculto para tal nomenclatura. Dentroda Demonologia existe um segmento pouco conhecido – que é o surgimento de novoselementos que residem dentro dos vícios humanos. “Lady Cocaine” porque foi aforma perfeita de conceber neste plano nossas ideias, sofrimentos, devaneios,destruição. Dentro do satanismo, ela é conhecida como a filha caçula deLúcifer. A rainha soberana do mal, princesa do inferno, onde traz o suicídio aocoração do homem. Lady Cocaine é uma entidade demoníaca.



Feira Coletivo – Um hard rock cantado em português costuma agradar ao público?

James – O hard rock em português foi por uma decisão nossa de daroriginalidade a banda, em um aspecto nacional. São poucas bandas que tendem acantar no próprio idioma, e até o momento o público tem mostrado positivo com oproposto. Eles cantam as músicas nos shows, conseguem assimilar de formasaudável o que expressamos nas letras.



Feira ColetivoAlémdos shows, a Lady Cocaine tem planos de entrar no estúdio?

JamesTemos umprojeto de gravar um "full-lenght" o mais breve possível, mas nomomento, pelas nossas limitações, temos apenas a opção de gravar uma demo parademonstrar mais ou menos o que pretendemos lançar oportunamente. Já temos porvolta de 12 sons próprios, e como em toda banda independente/underground adificuldade é então financeira.



Feira Coletivo – 12 canções próprias... Você acredita que Feira de Santana vem abrindomais espaço para trabalhos autorais?

James– Feira de Santana tem muitos músicos bons numa perspectiva técnica, porém amaioria apenas pensa em viver de covers, reproduzindo o que já está feito.Trabalhos autorais no estilo de sonoridade que desenvolvemos, não conheçonenhum na ativa... A banda que chega perto é a novata Magdalene and the Rockand Roll Explosion, porém eles têm as próprias vertentes e influências, e nóstemos as nossas. Sei que vem surgindo espaço, em uma escala tímida ainda. Embreve espero poder ir a um show só com bandas do gênero. No mais, em nome daLady Cocaine, agradeço ao Coletivo pelo apoio.

0 comentários:

Postar um comentário