Eras - Festival de Danças Orientais do Cuca




Eras

Diferentes tempos e lugares... O espetáculo Eras tem como inspiração a história da mulher, o imaginário que a envolve, o inconsciente que a permeia e seu papel na sociedade contada através de diferentes imagens, moda, encenação em dança e teatro a partir de fusões e reformulações da dança oriental árabe e da dança tribal. O espetáculo homenageia ícones, simbologias e características de diferentes tempos históricos, imagens inspiradas em artistas que retrataram sua visão da mulher em seu tempo e personagens que marcaram época. O espetáculo finaliza com a junção de cada tempo, trazendo uma encenação da união entre essas diferentes eras e a importância da união entre esses diversos modos de ver, sentir e pensar o mundo que fazem parte da imensa gama de imagens e sensações que permeiam o universo feminino. O final traduz também esse espírito de união e humanitarismo onde surge a consciência de uma nova mulher, integrada e plena consigo mesma e com o mundo ao seu redor.


Eras - Espetáculos de Danças Orientais do Cuca
Onde: Centro de Cultura Maestro Miro
Data: 04/12
Horário: 20h

Coletivo Inovacine apresenta o filme - A Moça com a Valise

Gênero: Drama
Duração: 114 mins
Class. Etária:

Direção
Valerio Zurlini

Elenco

Claudia Cardinale, Jacques Perrin, Luciana Angiolillo, Renato Baldini.



A bela e jovem mulher Aida Zepponi (Claudia Cardinale) se vê sozinha em Parma, após ser abandonada pelo amante, Marcello (Corrado Pani). Mesmo assim ela localiza o endereço dele. Marcello pede para Lorenzo (Jacques Perrin), seu irmão mais novo, que se livre dela, mas logo surge entre Aida e Lorenzo uma sólida amizad. Apesar dele ser mais novo, Lorenzo se apaixona por ela de tal maneira que faz tudo para agradá-la, inclusive lhe pagando coisas com um dinheiro que não é dele.



Dia, hora e preços

02/12 às 19:00
Gratuito

Onde

Museu de Arte Contemporânea Raimundo Oliveira (MAC)
Rua Geminiano Costa, 255 - Centro 

Contato

(75) 3223-7033 | 8109-0409 | 9189-9942
E-mail: inovacine@gmail.com
site:  inovacine.blogspot.com
Twitter: twitter.com/#!/inovacine

Emicida - #Ideiasperigosas

CINEMA GRÁTIS! Inovacine apresenta filme "Flor do Deserto" na abertura da exposição "Violência contra a Mulher"


Violência contra a Mulher: uma Violência sem Fronteiras 






Acontecerá na próxima sexta-feira, dia 25 de novembro (Dia Internacional do Combate a Violência Contra a Mulher, a partir das 19 horas, no Museu de Arte Contemporânea - MAC, a abertura da exposição fotográfica itinerante de Gizelda Alves, intitulada “VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER: uma violência sem fronteiras”. De acordo com a pesquisa da fotógrafa, a violência contra a mulher é um fenômeno internacional que atinge as mulheres em todo o mundo, independente de classe social, raça, nível de conhecimento ou idade. Atualmente existem inúmeras pesquisas e programas nacionais e internacionais de apoio ao combate a essa problemática. Um dos dados mais alarmantes evidencia que a violência doméstica é a causa principal da morte de mulheres entre 16 e 44 anos, desse modo, matando mais do que o câncer e os acidentes de trânsito.

O objetivo deste trabalho é contribuir para o debate internacional sobre a violência contra a mulher. O deslocamento da exposição por diversas cidades do mundo, permite à fotógrafa/pesquisadora divulgar e fomentar o debate sobre o tema, tornando visíveis as marcas desse tipo de violência. A exposição conta com 21 fotografias p&b e tem como pré-requisito não permitir a identificação da vítima, mesmo quando parte do rosto é fotografado.

Gizelda Alves é Mestre em Ciências Sociais, em Ciências da Comunicação e doutoranda em Teoria do Cinema pela Philipps Universität Marburg – Alemanha. Atualmente ocupa-se com o tema “Violência contra a mulher” tanto no âmbito da pesquisa científica, como da documentação fotográfica. Como fotógrafa elabora, há cerca de quinze anos, exposições coletivas e individuais, utilizando os formatos analógico e digital. Suas fotos são apresentadas sempre em p&b.

Dentro da programação do evento, além da mostra fotográfica, haverá a projeção do filme austriáco “Flor do Deserto” da diretora Sherry Horman, às 18:30, 
palestra sobre o movimento de lutas das mulheres contra a violência com a Profa. Sônia Lima de Carvalho (DCHF/UEFS), Mestre em Educação Especial (CELAEE), Membro do Mulieribus - Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre a Mulher e exposição das artistas visuais feirenses: Maristela Ribeiro, Patrícia Martins, Leidi Velame, Léa Maria, Leide Kitai e Laís Oliver, numa sala especial, com obras sobre o mesmo tema.









Sobre o filme:

Flor do Deserto
Título original: (Desert Flower)
Lançamento: 2009 (Áustria, Alemanha, Reino Unido
Direção: Sherry Horman
Atores: Liya Kebede, Sally Hawkins, Craig Parkinson, Meera Syal.
Duração: 120 min
Gênero: Drama

Sinopse: Waris Dirie (Soraya Omar-Scego / Liya Kebede) nasceu em uma família de criadores de gado nômades, na Somália. Aos 13 anos, para fugir de um casamento arranjado, ela atravessou o deserto por dias até chegar em Mogadishu, capital do país. Seus parentes a enviaram para Londres, onde trabalhou como empregada na embaixada da Somália. Ela passa toda a adolescência sem ser alfabetizada. Quando vê a chance de retornar ao país, ela descobre que é ilegal da Somália e não tem mais para onde ir. Com a ajuda de Marylin (Sally Hawkins), uma descontraída vendedora, Waris consegue um abrigo. Ela passa a trabalhar em um restaurante fast food, onde é descoberta pelo famoso fotógrafo Terry Donaldson (Timothy Spall). Através da ambiciosa Lucinda (Juliet Stevenson), sua agente, Waris torna-se modelo. Só que, apesar da vida de sucesso, ela ainda sofre com as lembranças de um segredo de infância.

Fonte: adorocinema.com

Local: Museu de Arte Contemporânea Raimundo Oliveira - MAC
Contato: (75) 3223-7033 | 8109-0409 | 9189-9942

Capacidade da sala de exibição: 50 lugares

Realização: MAC
Apoio: Coletivo Inovacine

Maiores informações: inovacine@gmail.com



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Coletivo Inovacine

SENZALADA - 22 a 25 e novembro

Local: Campus da UEFS, Entre os Módulos 3 e 4, Café Literário A SENZALA




PROGRAMAÇÃO DA SENZALADA 2011:

TERÇA ( 22 de Novembro)

10h as 18h - Oficina de Tattoo
Pintura de Camisas
Pintura em Tela
Exposição de fotos

19 h - Exibição do filme "The Union"

22:30h as ??? - Bandas:
Quaternália
Os Aborigines (Alagoinhas)
Heróis de Aluguel
C9
The Dons & Convidados
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QUARTA ( 23 de Novembro)

10h as 18h - Debate com MC Léo (Violentamente Pacífico) 10 hrs
SlackLine
Oficina de Cordel
Exposição de fotos

19 h - Exibição e debate do documentário "A música é a Arma" (Fela Kuti e Afrobeat)

22:30h as ??? - Bandas:
Banda da Senzala
Efeito Zumbi
Meninos de Seu Zé
Os Nó Cego
DJ Riffs (SSA)
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QUINTA ( 24 de Novembro)

10h as 18h - Mesa redonda com o Movimento Sem Teto da Bahia (MSTB) 10h
Oficina de percussão
Bioconstrução ( Forno de barro)
Pintura Transcendental
Exposição de fotos

22:30h as ??? - Bandas:
Lp e os Compactos
Samba de Roda de Sta Bárbara
Roça Sound
Escola Pública ( Cachoeira)
Forró do Bolodório ( Cachoeira)
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Sexta (25 de Novembro)

10h as 18h -Mesa sobre legalização/Liberação da Maconha com Coletivo Ganja Livre - 10h
Dança do Ventre
Pintura de Telas
Pulveografia
Horta
Exposição de fotos

19 h - Exibição do filme "LOKI? Arnaldo Batista"

22:30 as 2:00 - Bandas:
INI (SP)
Ed Brass e a Orquestra de Fumaça (SSA)
Irmandade Brasmorra (SSA)

LINE - UP( Vibe da Madrugada) DJ's

Don Maths (Senzala Crew)
Lord Breu(Massive Beats)
Abaquar
Manhães
Mayan (Olotropo Records)
Hypnozz Live (Olotropo Records)
Mantran
Lucas Brasil

FEIRA NUNCA VIU ALGO ASSIM!

PRA FRENTE GALERA!

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P.S. 1.A ordem de apresentação das bandas não será necessariamente essa!!
*A Noite: Classificação 18 anos*
Entrada Franca

Feira Noise - Show do dia 25/11 cancelado


Galera, lamentavelmente, o show do dia 25 precisou ser cancelado. Quem adquiriu os ingressos
(inclusive pela internet) pode levá-los ao balcão do shopping para obter o valor de volta.
Agradecemos a compreensão.

Informações: comunica@feiracoletivo.com.br

Quarto bloco de shows do Feira Noise foi sucesso


O Feira Noise Festival 2011 reservou seu dia mais longo de shows para o sábado, 05, quando um público interessado em rock tradicional e música alternativa tomou o teatro do Centro de Cultura Amélio Amorim. Além das oito bandas de diversos gêneros e estéticas, tivemos atrações de dança, uma oficina de pulverografia ministrada pelo conhecido tatuador Márcio Punk e um espaço do AniHime, equipe que vem chamando atenção para a quantidade de admiradores da cultura pop nipônica no município.
No foyer, durante todo o evento, as atividades simultâneas mantiveram-se eficazes no sentido de entreter os presentes. No momento em que o Roça Sound System jogava sua mistura de reggae e rap, o público se divertia no AniNoise ou aproveitava outros produtos oferecidos por parceiros. Vale citar, por exemplo, o stand do restaurante China Home e os sorteios feitos pela escola de efeitos visuais Gracom. Se o Feira Coletivo se expande em tão poucos anos de atuação, é também em virtude da ajuda de quem quer ver o cenário cultural feirense mobilizado.
Mas vamos ao som. A soteropolitana Quarteto de Cinco abriu o show e confirmou a excelente impressão deixada na primeira edição do Grito Rock. Com um show agitado, marcado por uma pegada rocker e ao mesmo tempo cheio de variações cadenciadas, não foi difícil ganhar os espectadores. O vocalista Beto Calasans, cujo timbre bem-humorado é inequívoco, é dono de um carisma que leva a banda se exibir melhor ao vivo que em estúdio. O público dançou e cantarolou as composições próprias, como a festejada “Ela” e a balada “Se Vai”, e vibrou com a versão potente de “Boa Viagem”, de Guilherme Arantes.
Nos intervalos até os shows seguintes, percebemos que há muita gente dançando em Feira de Santana. A prova inicial disso veio com uma coreografia do projeto WorkDance, dos professores André Amorim e Júnior Oliveira, a qual uniu duas atrações locais. Os grupos em questão, Mezcla e Kiken-Sei, são formados por jovens que exploram os estilos street dance e K Pop, respectivamente, sendo este de origem coreana. Houve, ainda, a criativa coreografia “No Shining Gun”, dos meninos do grupo de street dance Urban Style Ultimate Crew, e a bela mensagem de “Liberdade, Mesmo Que Tardia”, coreografia das moças da Academia Arte de Dançar. No mais, assistimos à Dança Tribal de Lyara Alika, integrante da nossa Trupe Mandhala Fusion, e à dança do ventre da bailarina Mel Breviliere (Serrinha).
O samba da Escola Pública, de Cachoeira, animou os mais ecléticos. Apesar de seu clima nostálgico e remetente a grandes pioneiros, o grupo conseguiu empolgar por causa de sua capacidade de sair de uma linha muito ortodoxa. Canções autorais de intenso apelo social, incluindo a já divulgada em videoclipe “Socorro, Meu Deus”, deram a tônica a apresentação.
Depois de uma breve parada, os cariocas da Mutuca Bacana apresentaram um repertório de referências que vão da Jovem Guarda a Chico Buarque – evidenciada no cover de “Jorge Maravilha” –, abrangendo o blues e o pop. “Toma Lá, Dá Cá” e as demais músicas compostas pela banda estiveram realçadas ao vivo pelo charme da flauta, da percussão e dos teclados, embora os vocais femininos parecessem carentes de uma vitalidade maior para tamanho dinamismo da proposta geral. Um show adequadíssimo àquele instante, que pedia algo mais movimentado.
A propósito, tratando-se de movimento, ninguém superou a LP & Os Compactos. De volta após ter encerrado as atividades em 2005, a banda é uma verdadeira lenda do cenário feirense, uma das poucas a mostrar que Feira de Santana, rock and roll e genialidade podem figurar juntos em uma mesma frase. O show no Feira Noise celebrou esse retorno aguardado, com um público em êxtase e uma nova formação bastante entrosada. A introdução explosiva e “Pior Sem Ela” abriram caminho para um set list bem roqueiro, de canções antigas com novos arranjos e novidades como “Se Você Ficar II – Não Bebo Mais”. "A gente gostaria de seguir isso aqui, mas a gente não consegue", brincou o vocalista Mário Pitombo, incrementando essa aula de pop/rock clássico em que houve lugar para The Who e outros ecos maravilhosos.
Babi Jaques e os Sicilianos acalmaram o ambiente, o que não significou acabar a atmosfera de diversão. O grupo de Recife mostrou-se um exemplo ideal de performance extramusical, sobretudo pela estética mafiosa explicitada a partir do nome. É impossível classificar a ora arrastada, ora rápida e sempre voluptuosa que conquistou a plateia, tampouco caracterizar o magnetismo da vocalista Bárbara Jaques. “A Lágrima do Palhaço” e “Na Onda Moderna”, premiada em festivais, foram os principais destaques dessa apresentação fundamentalmente hipnotizante.
O puro rock retornou na entrada da Magdalene and the Rock and Roll Explosion, banda local recém-formada que se sobressai pela maturidade impressionante e, é claro, pela qualidade.  Poliana Santiago cantou de maneira arrasadora – na melhor acepção do termo – a autoral “Get Up Zombie”, que abriu o show. As divulgadas “You’re Mine” e Run Bastard!” não faltaram, nem a surpresa da noite: a inédita “Evil Eyes”, lenta e explosiva, um indicativo de grande evolução sonora em curto período de existência. Dentre os covers tocados, a constantemente pedida “Cherry Bomb” (The Runaways), “C’mon and Love Me” (Kiss) e Roxanne (The Police) complementaram o set list.
Com vocal, bateria, duas guitarras e sem baixo, a formação do Soulstripper desperta curiosidade. O trio, vindo de Piracicaba (SP), faz um rock despretensioso, vigoroso e meio infantil que virou fenômeno virtual através do clipe de “Não Trocaria um Sorvete de Flocos Por Você”. Obviamente, a música foi tocada no show, assim como as engraçadas “Bonitinha, Né? Fiz Pra Você”, “O Príncipe Dançou” e “O Conto do Nerd e Seu Coração Partido”. E, para completar, o vocalista e guitarrista Bruno Fontes não perdeu a chance de improvisar umas piadinhas envolvendo as bandas de emocore Restart e NX Zero.
Os Heróis de Aluguel trouxeram uma leveza bem-vinda à noite, tanto com sua sonoridade inconsequente e letras simples quanto com o cover de “Ana Banana”, sucesso da banda gaúcha TNT. Mais preocupado em brincar do que em impressionar, o grupo feirense negligencia a técnica em nome de rock nacional básico, e a estratégia dá ótimos resultados ao vivo.
Encerrando a longa sequência – e aqui não existe exagero algum –, os Mamutes chegaram de Aracaju (SE) estimulando boas lembranças nos fãs do rock and roll autêntico. Hard rock, garage e blues e muitos grooves são o que caracteriza o disco homônimo da banda, transformando-se em uma massa sonora extremamente vibrante no show. A apresentação, baseada no tracklisting de estúdio, decolou quando executaram “Cabeça de Mamute” e a avassaladora “A Dama de Branco”: “Mas não se preocupe/ Não vou errar os passos, não/ Sigo sempre o fio da navalha”. Quinteto simplesmente imperdível, tal qual o restante das atrações.

Qual é o Problema?



Nos últimos anos, foram criados e se desenvolveram algumas ações e empreendimentos no campo musical independente brasileiro, que puderam gerar a constituição e irradiação de estruturas e novos modelos de negócios. Esses novos modelos, sem dúvida nenhuma, por sua vez criaram novas oportunidades para os artistas independentes brasileiros e diversificaram extremamente as possibilidades de construção e consolidação de carreiras profissionais.
Não é novidade, nem falácia, que até o final do século XX e início do século XXI, existia um único modelo hegemônico de produção e promoção musical no Brasil, ligado as estruturas desenvolvidas pelas grandes gravadoras.  Por mais que existissem centenas de atividades independentes, conduzidas por verdadeiros guerreiros apaixonados por Música, as condições para o desenvolvimento de uma carreira profissional, totalmente dedicada ao oficio musical, estavam concentradas e enclausuradas nas estruturas desenvolvidas pelo mainstream. Neste sentido, ser artista independente no Brasil, significava, necessariamente, se dedicar à música e a uma outra atividade econômica, muitas vezes desconectada do ambiente artístico, e muito mais laboriosa do que prazerosa. (Galera mais das antigas, podem me corrigir, caso esteja enganado)
Contudo, a paritr de 2005, um novo fenômeno começa a ganhar muita força no Brasil, e de forma sistêmica e articulada. Dezenas de produtores, músicos, comunicadores e, principalmente pessoas apaixonadas pela música independente brasileira, começam a se organizar coletivamente, e apostar na construção de plataformas estruturantes para esta nova música no Brasil. De repente, agentes espalhados pelo país se conectam sistematicamente,  com o objetivo se pensar e construir novas estruturas que fossem capazes de segurar e erguer uma carreira: não apenas de um grupo seleto de artistas absorvidos pelas estruturas das grandes gravadoras, mas também um conjunto de outros artistas e agentes culturais. Nascem associações de festivais independentes, de rádios públicas, de selos independentes, surgem cooperativas e fóruns, tanto de músicos como de música. De forma espantosa e extremamente rápida, se constitui uma grande rede de música e cultura no Brasil, que passa a conectar circuitos de shows, distribuição de produtos e produção de conteúdo, num país de dimensões continentais. (Pra quem não sabe o Brasil hoje é a principal referência de redes culturais em todo o mundo).
Estes novos movimentos organizados, por estarem organizados, passam a ter uma força política maior. Desta forma, começam a construir canais de dialogo mais fluido, tanto com o poder público, quanto com a iniciativa privada. Buscavam tanto desenvolver políticas publicas que auxiliassem neste processo de construção, quanto ampliar os investimentos diretos no setor musical independente. Isto porque o objetivo principal era o de ampliar as possibilidades de sustentabilidade para os agentes envolvidos, ou pra usar uma expressão que se tornou comum nos últimos anos, criar um mercado médio para a música brasileira.
Se até o início deste século o modelo de negócio na música tinha apenas um campo hegemônico, que era pautado pelas grandes gravadoras, podemos dizer, também, que a política cultural brasileira tinha apenas uma diretriz clara: ser tratada como cereja do bolo, como perfumaria institucional. As milhares de secretarias e fundações de cultura espalhadas pelo país se restringiram a organizar festas de aniversário, páscoa, natal e ano novo, sem nenhum tipo de desenvolvimento de políticas públicas estruturantes, com raríssimas exceções; normalmente gastavam grande parte de seu pequeno orçamento na contratação de artistas já consagrados. O Ministério da Cultura era a pasta mais periférica e com menor orçamento do governo federal, e seguia a linha patrimonialista, funcionando como uma grande balcão de negócios, onde lobbies e privilégios eram, normalmente, os caminhos escolhidos para definição das linhas de investimento. A política pública federal era pautada pela Lei Rouanet, que deslocava a decisão das prioridades de investimento para o Mercado, o que levava necessariamente a concentração absurda dos recursos em uma única região, e consequentemente a um número escasso, segmentado e já posicionado de artistas.
Contudo, e felizmente, no meu entender, paralelo ao processo de organizacão do setor musical independente brasileiro nos últimos anos, a política cultural brasileira viveu, a partir do governo Lula e do Ministério encabeçado por Gilberto Gil, uma mudança radical nos seus princípios. O lobby e os privilégios são substituídos por políticas claras de editais públicos, o processo de organização do setor cultural brasileiro é estimulado, com a realização de conferências, criação de conselhos e colegiados, e toda uma política cultural integrada. Tendo a cultura não mais como perfumaria, esta passa a ser redesenhada, com o desenvolvimento do Sistema Nacional de Cultura e do Plano Nacional de Cultura. Pela primeira vez, uma política de descentralização regional e valorização do artista independente, das práticas culturais tradicionais, e de estimulo à inovação, começa a ser implementada no Brasil.
Foi neste ambiente, mais democrático e mais republicano, que os novos movimentos musicais brasileiros se desenvolveram, tendo em vista claramente a importância estratégica da ampliação dos investimentos em cultura, na busca de corrigir distorções colocadas pelo Mercado, e principalmente, buscando ampliar o campo de oportunidades para  os agentes espalhados por todo o Brasil.
A soma destes dois processos, organização do setor musical brasileiro e amadurecimento das políticas públicas para a cultura, geraram um novo contexto.  Acredito que as pessoas que estão minimamente conectadas com a música independente brasileira conseguem perceber isso. Não tenho receio algum em afirmar que nunca, antes, tantos shows foram feitos, em condições cada vez melhores, e tantos músicos independentes conseguiram viabilizar a sua carreira. Palcos se multiplicaram em todo o país, festivais independentes pipocaram em todas as regiões, e as estruturas em cada cidade e em cada festival têm melhorado ano a ano. Os espaços para a venda de produtos musicais, cd’s, camisetas, botons, e todo tipo de merchandising, foram ressignificados e se multiplicaram pelo país, em banquinhas montadas em cada evento produzido no país. E dezenas de artistas independentes, com seu trabalho e autonomia formam a público Brasil afora, onde desenvolvem processos autogestionários de carreira.
Resolvi fazer esta rápida e incompleta contextualização, para tentar entender o real motivo de termos um grupo de artistas e jornalistas, supostamente independentes e conscientes, que insistem em questionar os processos de estruturação do setor musical independente brasileiro. Este é um debate que já dura alguns anos. Mesmo diante do crescimento vertiginoso das oportunidades para o músico brasileiro, e da diversificação e regionalização, também vertiginosa, das novas plataformas e modelos de negócio, os argumentos utilizados pelos críticos permanecem estanques e numa mesma direção: o uso do dinheiro público e a suposta oposição entre estrutura e estética, evidenciada no debate arcaico sobre a oposição entre música e política.
Fica a pergunta: qual será o problema? O que leva alguém a se pronunciar como defensor do artista independente, ou defensor da Música, e negar todo este processo? Antes o problema era: o governo não investe e o setor musical é desorganizado, e agora o problema é que o governo investe e o setor musical se organizou demais. Antes o problema era que não tinha lugar pra tocar, e agora o problema é que tem lugar demais pra tocar. Antes o problema era que não tinha espaço pra divulgar o trabalho, e agora o problema é que tem espaço demais, por conta da internet, mas que não temos os filtros necessários para um posicionamento em massa de um grupo de artistas.
Onde será realmente que está o problema? Será mesmo que existe algum problema, ou o que estamos vendo é uma crise de protagonismo, diante do desenvolvimento de uma nova lógica que amplia o número de protagonistas?
Prefiro deixar estas indagações, por hora, no ar, pra que possamos pensar juntos; mas tenho algumas suspeitas. A primeira delas é que para muita gente, reclamar e se colocar na posição de crítico  é muito mais cômodo do que encarar o desafio de se juntar a outras pessoas e buscar soluções compartilhadas para os problemas. A segunda é que mesmo diante de todas as mudanças que ocorreram nos últimos 10 anos, tem muita gente que gostaria que o antigos modelos de produção musical das grandes gravadoras e de política cultural ainda estivessem consolidados, desde que eles fossem os escolhidos e privilegiados.
Tem muita gente que sonhou e que continua sonhando ser um popstar!
E você, o que quer?



 Por Talles Lopes
(Presidente da Associação Brasileira de Festivais Independentes)




Punk, heavy metal e death metal animaram o público do Feira Noise no domingo



O penúltimo bloco de shows do Feira Noise Festival, ocorrido no último dia 06, repetiu o êxito do anterior. Sem deixar de lembrar o apoio de parceiros como o AniHime e a Gracom, que contribuíram para o êxito de mais uma maratona de apresentações musicais, vale mencionar a atuação da Banquinha do Feira Coletivo em todos os eventos ligados ao Circuito Fora do Eixo realizados em Feira de Santana. O espaço funciona como um canal democrático de integração, amostra, divulgação e venda do trabalho de artistas independentes, expondo uma boa variedade de camisetas, discos, revistas, acessórios e produtos artesanais.



Musicalmente, o metal e o punk foram as diretrizes desta vez. Enquanto a tenda do Roça Sound System distraía os fãs de reggae e dub na parte de baixo, o hardcore contestador e divertido da banda Cama de Jornal (Vitória da Conquista) começou a agitar o teatro do Centro de Cultura Amélio Amorim. O quarteto não perdeu a oportunidade de alfinetar a mediocridade midiática e individual nas canções “Novela” e “Playboy do Blábláblá”. Além disso, o público respondeu bem ao humor de “Os Políticos”, à mensagem de união transmitida em “Bandeira Mundial” e às honestas “Meu Ex-Amigo” e “Sim, Somos os Piores”.
No segundo show, os feirenses da Metalwar convidaram os headbangers a curtir um power metal de influências notadamente oitentistas e dos primórdios. A banda abriu com três músicas autorais, “Sanctuary”, “Follow in the Sun” e “Evil Soul”. Em seguida, emendou covers competentes de “Manowar” (da banda homônima), “Motorbreath” (Metallica) e “Troops of Doom” (Sepultura), sendo que este último agradou em cheio aos que esperavam pelas atrações de metal extremo. As autorais “Steel Force” – inédita –,“Burning Heart” e “Metalwar” fecharam o set list irretocável.
A cearense Thrunda empolgou a plateia com muito punk/HC, sobretudo nos protestos de “Viva Rebeldia” e “Domingo na TV”. Não só o baixista Jean Marcell contagiou o ambiente com sua hiperatividade – no melhor sentido da coisa –, como também o vocalista Rodrigo interagiu bastante, inclusive quando o grupo tocou uma versão de “Medo”, do Cólera, em homenagem ao recentemente falecido Redson. Depois da engraçadíssima “Mulher de Cabaré” e seu andamento diferenciado complementando o set list, não havia quem não estivesse satisfeito.
No encerramento da grade punk, a banda local Violência Suburbana não deixou o público parado. Ficar inerte diante do incansável frontman M. Abutre, aliás, seria um desafio quase impossível a qualquer um. Ele sempre se dedica inteiramente à interpretação de suas composições, e não foi diferente nesse show que contou com dois covers para os clássicos “Festa Punk” e “Nicotina”, dos Replicantes, e uma versão de “Papai Noel Filho da Puta”, dos Garotos Podres. Mas os destaques foram mesmo as composições próprias essencialmente diretas e repletas de denúncia, a exemplo de “Isso Pode Mudar”, “Voz do Subúrbio” e “Realidade Cruel”. Tudo como o autêntico punk rock deve ser.
O que esperar do retorno de uma lenda do death metal nacional à cidade, após algum tempo de ausência? A resposta foi dada na apresentação inesquecível da Headhunter D. C., na qual o vocalista Sérgio “Baloff” Borges fez elogios aos deathbangers e comemorou a sobrevivência do estilo em meio às dificuldades. Em uma espécie de retrospectiva da carreira, misturando faixas novas, como o single recém-lançado “Deny the Light”, e as obrigatórias “... And the Sky Turns To Black” e “Am I Crazy?”. Sem dúvida alguma, o ápice da noite em termos de qualidade e recepção. E a banda ainda manifestou a vontade de tocar muito mais, se pudesse.
A missão de manter o interesse geral depois desse retorno histórico do Death Cult coube ao quinteto Keter, de Salvador. Alternando entre os idiomas inglês e português, a banda cumpriu seu papel com um repertório que abarca as composições “Insanidade” e “I Don’t Believe”. Referências old school e atuais combinadas na sonoridade meio thrash, meio death, conquistaram os espectadores que pediam mais metal. E assim terminou o bloco musical mais pesado e agressivo do Feira Noise 2011.

Projeto Feira In Canta



O Projeto Feira in Canta significa uma opção viável de acesso ao entretenimento, valorizando a cultura musical da nossa cidade.
O objetivo do Projeto  é apresentar os artistas de música de Feira de Santana ao público em geral, levando o reconhecimento do valor que os artistas tem e merece. Então, nos dias 10 e 17 de novembro no Teatro Municipal Margarida Ribeiro às 20hs, teremos as apresentações dos renomados artistas feirenses, Guymeo Jumonji e Karla Janaina. 

Projeto Sala de Cinema e Coletivo Inovacine apresentam:
Mostra Cinema & África


Rastros, Pegadas de Mulher
(
Traces, Empreintes De Femmes, Burkina Faso2003)











Ficha Técnica:Gênero: Documentário
Diretor: Katy Ndiaye
Duração: 53 min
Ano de Lançamento: 2003
País de Origem: Burkina Faso, França, Bélgica
Idioma do Áudio: Bambara, Francês

Sinopse: As pinturas murais das mulheres kassenas de Burkina Faso, perto da fronteira com Gana, são famosas
pela beleza do traçado e pela harmonia de cor. Interessada no assunto, Katy Léna Ndiaye escolhe
comparar tradição e modernidade, através do retrato de três anciãs e da "neta" que elas iniciam nas
técnicas ancestrais. Ela realiza um filme com maestria estética, verdadeiro retrato de uma
comunidade artística, por onde se discute a transmissão de ensinamentos, a educação e a memória
numa África em mutação.

Incluindo exibição de curtas dentro da Mostra InovaCurtas e apresentação de dança afro com Carmem Silva, com apoio do Feira Coletivo Cultural, compondo a programação do Feira Noise Festival. 


Dia, hora e preços

11/11, sexta-feira, a partir das 18:00 (com a exibição dos curtas da Mostra InovaCurtas,  e a apresentação de dança, antecedendo a sessão do filme).
Gratuito!

Onde

Museu de Arte Contemporânea Raimundo Oliveira (MAC)
Rua Geminiano Costa, 255 - Centro (Vizinho à Biblioteca Municipal - Próximo ao Feira Tênis Clube)

Contato
(75) 3223-7033 | 8109-0409 | 9189-9942


Veja a programação completa de cinema de Feira de Santana através do Clique Feira: http://www.cliquefeira.com/cinema/

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