Pré- Grito Rock - banda Full Time Rockers



A Full Time Rockers (ex- Joseph K?) é uma banda cearense de hard/stoner rock com 7
anos de carreira. A sua formação atual é: Talles Lucena (voz, guitarra), Rafael Vasconcelos
(guitarra), Filipe Sales (baixo) e Rildney Cavalcante (bateria).
A F.T.R é um dos grupos cearenses mais influentes e produtivos do nordeste, ao longo
de sua trajetória já lançaram diversos discos, entre EPS e discos Full length, diversos shows
pelo país e até pelos E.U.A, e são também pilar principal do maior selo de rock autoral de
Fortaleza, o Panela Discos.



Em 2006, ainda com seu primeiro trabalho lançado em caráter não-profissional, a
então chamada “Joseph K?” conseguiu o 1º lugar na votação para o festival do CERRADO, na
cidade de Goianésia-GO, fazendo seu primeiro show fora de casa. A partir de 2007, com o
lançamento do EP “De cabeça pra baixo”, o grupo começou a cair na estrada, tocando em
diferentes cidades Brasil a fora. Sua primeira “tour” foi em conjunto com a banda paulista
FORGOTTEN BOYS, visitando as cidades de Natal, João Pessoa, Recife e, claro, tocando em sua
cidade natal.

Com o lançamento do “The full time rockers club”, o grupo começou a mostrar outra
faceta do seu trabalho, apresentando, pela primeira vez, músicas em inglês. A divulgação do
disco foi extensa, e as músicas não demoraram a ter centenas de acessos no myspace oficial
da banda. Dessa maneira, através da internet, veio o convite para a primeira tour pelos
Estados Unidos, em 2009, apenas 4 meses após o lançamento do disco. O chamado foi para
tocar no festival de classic rock e carros “Woodward dream cruise”, evento aberto ao público e
reunindo várias bandas americanas. A F.T.R foi a única banda internacional a participar do
evento.



A F.T.R viria a se apresentar, mais uma vez, em 2010, emendando 2 tours pelos E.U.A.
Ambas as viagens limitaram-se ao estado de Michigan, porém, em diferentes cidades para
diferentes públicos. Os palcos foram em Detroit, Pontiac e Clarckston, e o grupo acumulou
importantes contatos e fans.
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Pré Grito Rock - Bonecas da Barra - CE




O Bonecas da Barra surgiu no começo de 2007, no histórico bairro da Barra do Ceará
(extremo oeste de Fortaleza), onde todos os seus integrantes residem. O quinteto, que é
formado por Glauco King (vocais), Rafael Balboa e Rick Bocada (guitarras), Eric Lennon (baixo)
e Rafael Sobral (bateria), até o momento lançou um único EP, intitulado Batom Navalha, pelo
selo fortalezense Panela Discos, além de um material audiovisual de nome Fogo Contra O Rei,
pela Pétala Azul Filmes.



O som da banda apresenta fortes influências do rock and roll dos anos 50 e 60 (Chuck
Berry, Rolling Stones, Beatles) e o visual é inspirado no glam rock setentista (David Bowie, Iggy
Pop, New York Dolls). Liricamente, as bonecas não assumem nenhum compromisso, apenas
falam de seu cotidiano, amor, coisas instintivas e a decadência cada vez maior de seu local de
origem.
Adeptos do slogan rock n’ roll & diversão, os seus shows têm como características
principais o exagero visual de seus integrantes, a sonoridade enérgica e as interpretações nada
tímidas. Com sua postura debochada, não demorou muito para que a banda tivesse uma
repercussão forte na cidade, principalmente por conta de suas excessivas performances ao
vivo. Com isso, logo estariam tocando em vários eventos do cenário musical, além de
aparecerem com freqüência na televisão, rádio, jornais e sites de música.

Bandas cearenses aquecem a cidade para o Grito Rock





Para entrar no clima do Grito Rock, maior festival integrado da América Latina, dia 4 de fevereiro, no Botekim, o Feira Coletivo vai realizar uma prévia do evento recebendo a tour MOVA-CE – projeto que une bandas de Fortaleza em circulação pelo Brasil. A turnê fará a suas escala aqui em Feira com os grupos Full Time Rockers e Bonecas da Barra, que serão recepcionados pelo Clube de Patifes.

A noite será um passeio por vários estilos ligados ao rock. A Full Time Rockers (ex-Joseph K?) vem com o stoner/hard lapidado em 6 anos de estrada, que incluem participações em festivais internacionais, 2 EP’s, 2 full lenghts e apresentações com bandas importantes do cenário nacional como a Dr. Sin. Haverá espaço também para a irreverência, essa é a promessa da Bonecas da Barra, que, apesar do visual exageradamente (no melhor dos sentidos) glam setentista, faz um som fortemente influenciado pelo rock dos anos 50 e 60 com letras bem-humoradas. A Clube de Patifes, já conhecida do público feirense, dá a tônica blues/rock da festa, completando a lista de motivos que a fazem ser imperdível.


Mais sobre as bandas:
Full Time Rockers – www.rockersclub.com.br
Bonecas da Barra – www.myspace.com/bonecasdabarra
Clube de Patifes – www.jopatife.tnb.art.br
Sobre o MOVA-CE: www.paneladiscos.com



Serviço:

O quê: Prévia Grito Rock
Quando: 04 de fevereiro
Onde: Botekim Tematic bar (Av. João Durval, 2963 - Ponto Central)
Quanto: R$ 10 (ingressos somente na portaria)



Nunca Vi Ninguém Chutar Cachorro Morto!

Toda mudança causa estranheza, medo, dúvidas e resistência. Este contra movimento é comum, esperado e, de certa forma, até natural. O que me deixa perplexo é artistas assumirem a postura de prefiro ser sacaneado e explorado pelo mercado cultural corporativo das grandes gravadoras/produtoras do que, gerenciarem as suas próprias carreiras, de construírem ‘rotas alternativas’ ao marasmo imposto pela grande mídia aos artistas distantes das ‘Mecas culturais’ que ao longo de décadas se alternaram no cenário nacional. O que vemos por aí são zumbis, são artistas que insistem em discordar com o que a realidade expõe todos os dias a estes, vou aproveitar da visibilidade do debate promovido/protagonizado por China - (?) até agora não consigo entender o motivo de tanta polêmica, deixem o cara discordar, melhor, a pergunta central que deve ser feita é a seguinte: Brasis, por favor, me respondam, qualquer ponto, produtor ou cidade – quem hoje conseguiria organizar um evento e colocar mais de oitenta pessoas numa noite qualquer do fim-de-semana com o artista incomodado com o pagamento ou não de cachês? Também sou artista/músico/produtor e tenho a compreensão de que carreira sólida é carreira bem gerenciada, percebo claramente que existem possibilidades de faturamento numa circulação que ultrapassam a barreira dos cachês (barreiras sim, pois, quando penso o quanto a cobrança/pagamento de cachê inviabilizam a circulação de artistas independentes, percebo-o não como meio de sobrevivência e sim, na maioria das vezes, como veículo de estagnação) uma banda que circule com um Show consistente vende CD’s, camisetas, chaveiros, adesivos e toda sorte de merchandising transformando-se estes, num verdadeiro termômetro da sua carreira e potencializando, mercadologicamente falando, seu trabalho.
Sinto muito pelos órfãos do mercado musical brasileiro, mas, a morte deste é indiferente para mim que nunca usufruiu da sua fortuna e proteção mas, que por outro lado, disputo em pé de igualdade o espaço deixado com os “Ex-Famosos Quens?”. É infinita a quantidade de artistas que vivem, como os senhores dos bancos de praça das inúmeras cidades interioranas Brasil afora, das glorias dum passado recente e que já se faz distante, e que os bons ventos os levem... Nesta reconfiguração cultural brasileira a música não tem forma, mas, sem a menor sombra de dúvidas possui uma estética bem definida:  ela é independente e só se faz possível de forma integrada e colaborativa, deixou de ser mero entretenimento passando a ser política cultural bem definida, chamando o Estado, bem como, aos gestores públicos de cultura à responsabilidade com os recursos coletivos. Não cabe na nova estética investimentos públicos em megas-cachês em detrimento de pequenas e médias iniciativas que fomentam a cultura nos diversos Brasis (é uma pena que muitos artistas só conheçam a realidade daquele Brasil radicado no seu umbigo), é fácil argumentar quando a única preocupação é a sua carreira, outra coisa, bastante diferente, diga-se de passagem, é pensar culturalmente a realidade de um país, é integrar e articular um Continente... Falo aqui em nome da minha carreira e de como esta pode estar a serviço da construção de uma sociedade mais justa e ética, não falo em nome de grandes corporações, nem mesmo se fosse pago por estas, parafraseando Paulo Freire: o professor [artista] é antes de tudo um ser político e o ato de educar [artístico]se faz um ato político, o professor [artista] que assim não se vê, está politicamente à serviço de alguém, seja este, as editoras [gravadoras], os donos dos estabelecimentos de ensino [casas de Show], ou do estado burguês e seus grandes cachês que compram consciências cotidianamente.

Outra coisa, o enredo que mais se repete na literatura e na vida é o dos herdeiros que detonam a herança recebida e ofendem e decepcionam a sua ascendência e na cultura não é diferente, muito se fala na herança manguebeat de Recife, mas, pouco se faz, para não ser mal compreendido vou me tornar mais acessível... Há muito tempo que a atitude manguebeat foi esquecida pelos que se dizem herdeiros, engraçado escutar falar em terceira geração manguebeat, onde no Manifesto cachê estava à frente da estética, ou ainda, porque quando toda indústria e mídia apostava na saída de Chico Science do Nação Zumbi, depois do lançamento do surpreendente “da lama ao Caos” e, como bem relatou Fred Zero Quatro: Quando toda a crítica brasileira caiu de quatro sob o impacto avassalador do "Da Lama ao Caos", houve no Recife quem apostasse que Chico despontaria em carreira solo já no segundo disco. Argumentavam que, por um lado Chico tinha luz própria de sobra e por outro a fórmula do Nação Zumbi não renderia mais nada interessante, pois já teria se esgotado. Eu e Renato torcemos para que acontecesse o contrário, para que Chico não se rendesse à vaidade pessoal e injetasse todo gás possível no fortalecimento da banda. Ele não decepcionou, mostrou que não era nem um pouco ingênuo ou deslumbrado e que sabia muito bem do que precisava para se manter no topo. O resultado foi o brilhante "Afrociberdelia", um trabalho coletivo - com Lúcio mais ativo do que nunca do que nunca na produção". Ora, queridos e queridas agentes culturais povo Fora-do-Eixo, o que fica evidente é que alguns artistas ainda não se deram conta de que não estão falando em seu nome nem tampouco defendendo seus interesses, e sim, em nome daqueles que mais uma vez tentam descaracterizar/desacreditar aquilo que para eles é inconcebível/inacreditável numa sociedade, como eles tentam construir/reproduzir, individualista, egoísta e excludente, a ação transformadora da arte que emerge independente Brasis afora.
Aqui no meu quinhão de Brasil tem um ditado antigo que diz: Nunca vi ninguém chutar cachorro morto. Ou seja, companheiros e companheiras Fora do Eixo, estamos no caminho certo, artistas, produtores e produtoras, parceiros e parceiras a importância dos que nos opõem é a qualificação, reavaliação e reafirmação dos nossos valores e princípios, o único risco de transitar em águas desconhecidas é se deixar seduzir pelos diversos cantos que podem possuir uma sereia.

por Paulo de Tarso, Feira Coletivo Cultural/Banda Clube de Patifes – Feira de Santana/Ba 

Os Rurá lança clip oficial na Internet - Moro num lugar

A banda feirense Os Rurá, lançou no ultimo dia 03, seu primeiro clip, "Moro num lugar". A banda ficou um tempo sem fazer shows mas voltou com um este ótimo clip, de uma canção que ficou entre as 10 melhores no Festival Vozes da Terra.
Os Rurá estão na estrada desde 2005, e alguns membros da banda mantém um projeto paralelo chamado Roça Sound System com Reggae/Dancehall/Ragga. Confira abaixo o clip dirigido por Leandro Souza.